As ações de combate à dengue, chikungunya, zika e febre amarela na capital vão contar com a participação de mais de 11 mil profissionais de saúde e das principais secretarias municipais, como Assistência Social, Educação, Verde e Meio Ambiente, Segurança Urbana e Esporte e Lazer. O anúncio foi feito pela Prefeitura de São Paulo nesta quinta-feira, 8.

A proposta da gestão municipal é de que cada pasta colabore dentro da sua área para a campanha. A Educação deve contribuir com aulas sobre medidas preventivas contra as doenças e participar de campanhas de vacinação contra a febre amarela, já a Segurança Urbana vai fazer o trabalho de reconhecimento de áreas com criadouros do Aedes aegypti. A pasta do Meio Ambiente vai atuar no monitoramento dos macacos que vivem em parques municipais, tendo em vista que eles ajudam a fazer o mapeamento das regiões onde o vírus da febre amarela está circulando.

"Vamos fazer a busca ativa casa a casa e vamos ter uma campanha para envolver a população. Não basta só a visita do agente de saúde. Já temos um cartão de acompanhamento para pacientes com suspeitas de arboviroses, vamos fazer o monitoramento dos casos atendidos e, se necessário, as unidades vão funcionar até 24 horas para atender a população", explica o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido.

De acordo com o secretário, as equipes que vão atuar na mobilização começaram a ser treinadas no mês passado. Também no mês passado, foi realizada uma ação nos cemitérios da capital para buscar e remover possíveis criadouros do Aedes e aplicação de larvicida em locais que costumam ter foco do mosquito, como borracharias.

A Prefeitura convidou o ex-secretário de Estado da Saúde David Uip para ser o coordenador da campanha. "É uma oportunidade de contribuir para a cidade de São Paulo. Essas ações são necessárias para o combate a essas arboviroses que, muitas vezes, podem ser fatais. Já temos experiência com esse tipo de situação. A dengue, por exemplo, é uma surpresa a cada ano, porque tem quatro sorotipos e as pessoas, quando pegam, só ficam imunes a um tipo, mas podem contrair os outros."

O combate ao mosquito será o foco na ação contra dengue, zika e chikungunya. No caso da febre amarela, o alvo será a imunização da população. Serão instalados postos volantes de vacinação em parques, estações de trem e metrô, universidades e escolas. A meta é vacinar 95% de população da capital. De setembro do ano passado, quando a campanha de vacinação teve início, até outubro deste ano, 58,5% da população foi vacinada.

"Na zona norte, onde a campanha começou, temos menos de 90% da população vacinada. Na zona leste, não chega à metade. Na zona central, não chega a 20%", contabiliza o prefeito Bruno Covas (PSDB). O dia D será realizado no próximo dia 24 e terá não só eliminação de focos do Aedes, mas imunização contra febre amarela.

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