Inconformado com a administração do condomínio do prédio em que mora desde 2016, ano de inauguração do residencial, Rafael Elias, de 27 anos, colheu a assinatura de um quarto dos proprietários e convocou uma assembleia. Tornou-se síndico com dedicação exclusiva, diferente do caso da antiga síndica.

Com atenção integral,o prédio ganhou melhorias. Tudo fruto de especializações que ele buscou. Formado em Administração, ele fez diversos cursos na área de condomínio, alguns por meio do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi). E, apesar de valorizar conteúdos sobre questões de regulamentação e precauções condominiais, busca sempre outras possibilidades de aprendizado que apontem para novidades.

Uma das inovações aplicadas por Elias, com o incentivo dos mais de cem moradores - a maioria estudantes -, foi a portaria remota, o que inclui serviço de porteiro com baixo custo, câmeras monitoradas 24 horas, controle na entrada e saída, bem como abertura de portas e portões para visitantes autorizados. "Dos moradores, 97% utilizam o WhatsApp para se comunicar com a portaria", diz. Ele acrescenta que a novidade tem baixo custo e é eficiente.

Caixa

Na rotina de sindico profissional, ele explica que mais do que a preocupação com a limpeza da caixa de gordura ou de água, é preciso atentar para o recolhimento de taxas dos colaboradores, seguro, sindicato, controle de inadimplência, compras, tudo para evitar que o valor do condomínio aumente.

Com relação às questões financeiras, ele ressalta que nos prédios é preciso arrecadar fundos de reserva - dinheiro acumulado para despesas altas.

Com base em tudo o que já aprendeu, diz que há situações em que em vez de o valor ficar em uma poupança é melhor aplicá-lo para render juros mais atrativos.

"Procuro fazer do condomínio uma empresa. Uma empresa que para no tempo não é valorizada. Por isso é preciso melhorar processos", diz.

Em todo esse processo, Elias destaca a necessidade de transparências, com balancetes divulgados mensalmente na internet. Pensando numa gestão moderna, ele diz que faz questão de que os moradores se sintam à vontade para expor ideias e posicionamentos, não somente durante assembleias. Nesse sentido, a internet mais uma vez é aliada.

Quanto à contratação de um síndico profissional, Elias recomenda muita pesquisa para garantir que o candidato seja competente, o que, na opinião dele, inclui pensar processos modernos. O custo acaba compensando pela otimização dos processos internos. Em um prédio pequeno, cerca de dois salários mínimos é um valor considerado adequado.


EXEMPLO. Rafael Elias é síndico profissional de um prédio em Maringá — JC FRAGOSO

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