A divulgação da lista dos aprovados nos vestibulares anuncia a chegada de novos moradores a Maringá. O primeiro ponto de parada? As imobiliárias, que começam a receber os calouros empolgados bem antes do início do ano letivo.

De Londrina, a estudante Beatriz Sabec, 18, foi aprovada no vestibular de medicina em uma instituição de ensino particular de Maringá, em novembro. Ela começou a busca por um lugar para morar na Cidade Canção no mês seguinte. "Tinha muita gente querendo o mesmo apartamento que eu queria. Tanto que fiquei na lista de espera. Quando alguém desistiu eu consegui pegar."

A espera valeu a pena. O imóvel é do jeitinho que ela queria. "É um apartamento novo, perto da faculdade, então dá para ir a pé. Além disso, tem piscina e academia, ou seja, eu posso fazer tudo sem sair de casa."

Segundo Milton Lélo de Oliveira, corretor de imóveis e empresário, neste período, na imobiliária dele, o movimento em busca de aluguel é 400% maior que o normal. "O movimento está em pleno vapor. No dia 30 sai o resultado do vestibular de verão da UEM, e vai aumentar ainda mais. Em relação ao ano passado, a procura também aumentou. Mais de 100%. Parece que esse ano o mercado está mais animado."

As regiões mais procuradas são a zona 7, nas proximidades da Universidade Estadual de Maringá (UEM), zona 8, zona 6 e Centro. "Onde estão as universidades a procura é maior, e onde tem cursinhos também é bem aquecido", diz Lélo.

Segundo ele, faltam imóveis em algumas regiões. "No Jardim Novo Horizonte, por exemplo, às vezes faltam imóveis. É que normalmente as pessoas querem mobiliados e mais novos. Esses são os que saem primeiro. Tenho imóveis nessa região que entram e, em dois dias, já são alugados. Fazemos até lista de espera. Depois, pode sobrar algum, mas sobram os mais antigos", conta o corretor de imóveis.

Recomendação

Para ter mais opções, a dica é procurar com antecedência, porque a procura é grande e deixar para última hora pode implicar no fechamento de um contrato insatisfatório. "Quem vai cedo à feira escolhe o melhor produto. Se deixar para última hora, de repente não consegue aquele imóvel almejado", diz.

Outra recomendação é levar toda a documentação necessária já no momento da procura. A lista de documentos necessária, normalmente, está nos sites das imobiliárias. "O que acontece é que as pessoas vêm e não trazem a documentação. Se elas trouxerem, o cadastro é aprovado praticamente na hora, no outro dia já assina e no outro já está mudando. A pessoa ganha tempo", explica Milton.

Como corretor de imóveis, Lélo explica: "É necessário conhecer o perfil do cliente e o a universidade que ele irá estudar para saber em qual região buscar imóveis. Nem sempre ele tem noção de distância. Cabe a nós orientar. Se ele vai morar sozinho, sabemos que tem que ser uma kitnet. Também analisamos o que ele quer: imóvel novo, mobiliado, com portaria 24 horas etc. Ou seja, é necessário entender o cliente."

Investidores

De acordo com Alexandre Guimarães Nicolau, vice-presidente da Regional Noroeste do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi), comprar apartamentos próximos às universidades é uma boa forma de investir dinheiro. "Essa é uma atividade que chama muito a atenção dos investidores. Aqueles que quiserem ter um imóvel rendendo aluguel, têm como uma boa opção investir em apartamentos e kitnets em torno das universidades. A procura é sempre muito grande."


ESPERA. Caloura de medicina, Beatriz Sabec (à esquerda) enfrentou fila, mas conseguiu apê que queria

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