Que as novas gerações têm uma preocupação maior com o meio ambiente, isso já não é novidade. Os adultos de hoje cresceram em meio a movimentos sociais e culturais que incentivavam a valorização do verde, assim como a busca pelo belo. Faz parte de quem eles são, e está incutido na educação que passam a seus filhos. As gerações mais novas tendem a valorizar esses aspectos ainda mais. Há uma mudança de mentalidade entre os mais velhos, e um pensamento já enraizado em quem começa a jornada agora.

Ao contrário do que muitas vezes parece, essa é uma mudança que começou bem lá atrás. Nos anos 1960, as coisas já começavam a mudar não só socialmente, mas, sobretudo, por necessidades práticas. Com o tempo, a maior parte da população começou a migrar de residências para edifícios. Seguiu-se a isso uma busca por espaço para mais prédios, o que os fez começar a diminuir o tamanho das moradias. Os apartamentos e salas comerciais ficaram bem mais apertados, sem um espaço fundamental: o de relaxamento. Há no ser humano a necessidade de ter um ambiente relaxante, belo, tranquilo e onde até o ar seja mais limpo. Esses locais ajudam na lida com estresse e permitem a prática de atividades físicas. Foi por conta dessa necessidade, que jardins dentro dos condomínios começaram a ficar tão populares. Com a vida agitada que se desenvolveu, não havia espaço, ou mesmo tempo, para se ter um jardim em casa.

Apesar disso, a necessidade de caminhar, relaxar, manter a qualidade de vida em meio a uma beleza natural, nunca abandonou o ser humano. E os jardins compartilhados, dentro desses condomínios, passaram a atender perfeitamente a essas necessidades. As próprias construtoras, que antigamente colocavam lojinhas nos terraços de prédios comerciais, começaram a perceber que o lucro era irrisório, mas que jardins belos e bem planejados ampliavam os valores dos imóveis de 10 a 20%, agregando valor na venda do metro quadrado. As pessoas valorizavam esse tipo de edifício, onde o verde tem espaço. Contudo, é preciso escolher as plantas certas para cada local. A beleza é fundamental, uma base neutra com toques de cor e variedade de floração fazem parte do que traz o bem estar. Além disso, no aspecto prático, as plantas precisam ser resistentes ao sol, demandar pouca manutenção e não precisar ser trocadas com constância.


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