A decisão do Ministério das Cidades de retirar os projetos dos perímetros urbanos de Maringá e Londrina do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não coloca em risco o futuro do Trem Pé-Vermelho. É o que garante o governo do Estado.

Coordenadora de uma frente de trabalho para viabilizar a ferrovia, a vice-governadora Cida Borghetti (PP) explica que o projeto do trem de passageiros prosseguirá com os estudos técnicos que serão apresentados por três consórcios de empresas nacionais e internacionais. O modelo escolhido foi o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), autorizado pelo governador Beto Richa (PSDB) em 2016.

O PMI é um instrumento que permite à iniciativa privada a elaboração de estudos técnicos para projetos de parcerias público-privadas (PPPs).

Segundo Cida, os consórcios estão revendo e atualizando o Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental (Evtea) da ferrovia elaborado, em 2012, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

"Após a atualização dos estudos iniciais, o governo do Paraná vai buscar a consolidação do projeto por meio de recursos do tesouro, federais, internacionais ou PPPs", explicou Cida, em nota.

Para o prefeito Ulisses Maia (PDT) esse impasse quanto à retirada dos projetos do PAC não tem impacto sobre as obras do Terminal Intermodal de Maringá.

Segundo ele, o trem de passageiros não faz parte da primeira etapa do terminal. "O trem não é uma prioridade. Temos antes de melhorar nosso transporte coletivo e fazer obras como os corredores de ônibus", disse Ulisses.

Considerado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) como um dos projetos de ferrovias para trens de passageiros de maior viabilidade econômica entre 14 trechos estudados no País, o trem Pé-Vermelho passará por 13 cidades no trecho de 150 quilômetros de trilhos entre Paiçandu e Ibiporã – cidades das regiões metropolitanas de Maringá e Londrina.

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