O Parque do Ingá é, de longe, o mais visitado de Maringá, mas fica atrás do Parque do Japão em avaliação feita a partir da opinião de frequentadores assíduos e visitantes ocasionais entrevistados por O Diário. O levantamento do que está bom e do que pode melhorar inclui também o Parque Alfredo Nyffeller e o Bosque das Grevíleas.

O Parque do Japão obteve conceito máximo em quatro quesitos avaliados, entre os quais a jardinagem, que encanta o casal de namorados Gustavo Fertonani e Taila Honorato Bueno, ambos estudantes de arquitetura. "O paisagismo é muito bonito. Tudo remete à cultura japonesa. Nem parece que estamos em Maringá", diz Taila.

O parque é o único dos quatro visitados que não dispõe de área para exercícios, como uma Academia da Terceira Idade (ATI), o que não é um ponto negativo no entendimento dos futuros arquitetos. "Esse é um parque para contemplação, não para a prática de atividade física", opina Fertonani. Para o casal, o Parque do Japão poderia ter mais lixeiras e mais quiosques focados na gastronomia japonesa.

Mesmo com o recorrente discurso de que poderia estar mais bem cuidado, o Parque do Ingá segue encantando os visitantes. No primeiro passeio pelo parque, sexta-feira, o contador Carlos Bueno e a mulher, a professora Fátima, de Santos (SP), não souberam apontar um ponto negativo para o principal cartão-postal de Maringá. "Gostei de tudo, da localização, das árvores, dos pedalinhos e do lago", enumera Fátima.

Outros visitantes ouvidos pela reportagem elogiaram a área da ATI – a mais completa entre os parques da cidade –, mas criticaram os atrativos internos prometidos, e ainda fora de uso, como a tirolesa.

Para alguns frequentadores, o Parque do Ingá poderia fechar mais tarde no horário de verão – hoje fecha às 17 horas. O banheiro público, sem sabonete e toalhas de papel, também foi alvo de reclamações.

Frequentadora do Parque Alfredo Nyffeler há 15 anos, a representante comercial Neire Guimarães destaca as melhorias feitas no local nos últimos anos. "Antes era mais perigoso, a gente via mais drogados por aqui, mas com a revitalização e o policiamento (Guarda Municipal) melhorou bastante", comenta. Para ela e outros usuários, a iluminação da pista inferior de caminhada poderia ser melhor, bem como a infraestrutura para lazer e esportes. "Poderia ter um pedalinho no lago e um parquinho para as crianças", sugere Neire.

No Bosque das Grevíleas, a pista de caminhada e a ATI são os pontos altos na avaliação do aposentado Aldo Fabrão, que mora na vizinhança desde 1956. Para ele, a jardinagem deixa a desejar. Para outros usuários, falta um banheiro público e ronda policial à noite. "Eu não venho depois que escurece", comenta uma mulher, que reclama de usuários de drogas no bosque.

Administração

Secretário de Meio Ambiente, Jaime Dallagnol foi procurado para comentar a avaliação dos usuários dos parques citados. Ele diz que está conhecendo a estrutura dos parques antes de definir estratégias para revitalizar os locais e estimular a frequência dos visitantes. Dallagnol assumiu a pasta na última quarta-feira.

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