Funcionários dos Correios deflagraram greve nacional por tempo indeterminado a partir de ontem. Apesar da mobilização em todo o País, as agências dos Correios funcionavam normalmente ontem em Maringá. Os funcionários não aderiram ao movimento. Segundo a administração dos Correios, 87,15% do efetivo total dos Correios no Brasil esteve presente e trabalhou — o que corresponde a 92.212 empregados. No Paraná 93,45% do efetivo trabalhou normalmente, o equivalente a 5.483 funcionários.

Reivindicações

A paralisação, aprovada em assembleias dos sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), é contra as alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS); a terceirização na área de tratamento; a privatização da estatal; suspensão das férias dos trabalhadores, como em 2017; extinção do diferencial de mercado; descumprimento da cláusula 28 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que trata da assistência médica da categoria, e contra a redução do salário da área administrativa. Além disso, entre as demandas dos ecetistas estão a contratação de novos funcionários via concurso público, a segurança nos Correios e o fim dos planos de demissão.

Os Correios classificaram como "injustificado e ilegal" o movimento grevista deflagrado pelos sindicatos que representam a categoria e informaram que a paralisação, concentrada na área de distribuição, não afetou até agora os serviços prestados nas agências da empresa.

Segundo os Correios, todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram à greve, estavam abertas ontem, com todos seus serviços disponíveis após a estatal acionar, de forma preventiva, um plano de continuidade das operações para minimizar os impactos à população.

A greve foi deflagrada após o impasse sobre o financiamento dos planos de saúde dos funcionários. Hoje, os Correios comentaram em nota que não romperam qualquer cláusula do acordo coletivo de trabalho da categoria.

"O assunto custeio do plano de saúde foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores desde outubro de 2016, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que apresentou proposta aceita pelos Correios, mas recusada pelas representações dos trabalhadores. Após diversas tentativas de acordo sem sucesso, a empresa se viu obrigada a ingressar com pedido de julgamento no TST", assinalou a empresa em nota, acrescentando que os custos do plano de saúde representam 10% do faturamento dos Correios, ou uma despesa da ordem de R$ 1,8 bilhão ao ano. /// Com informações dos Correios e da Fentect


NORMAL. Agência de Maringá, na Avenida Mauá, funcionou normalmente ontem. — WELLINGTON CARDOSO

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