O número de eleitores aumentou 5,6% em dois anos em Maringá. Nas eleições de 2016, eram cerca de 261,7 mil eleitores. Neste ano, 276,6 mil pessoas estão cadastradas para votar, até o momento. Faltam 143 dias para as eleições de 2018. No total, serão 125 locais de votação na cidade, e 930 seções, aproximadamente.

"Esse é o número aproximado de eleitores que temos no momento, mas pode aumentar ou diminuir no próximo mês. Vão ocorrer óbitos, por exemplo, que interferem nesse número. Também pode aumentar por conta do 'voto em trânsito'", explica o analista judiciário, Julian Oscar Rodrigues do Nascimento.

O voto em trânsito já existiu nas duas últimas eleições gerais. Em 2010, a opção só era possível nas capitais brasileiras. Em 2014, passou a valer para municípios acima de 200 mil eleitores. A partir deste ano, será possível realizar voto em trânsito em todos os municípios do País.

"Aproximadamente dez dias antes da eleição deste ano, o eleitor que não estiver no município de origem no dia da votação pode procurar a Justiça Eleitoral para se cadastrar para votar no município destino", explica Nascimento.

Mas, quando o município destino for em outro Estado, só será possível votar para presidente da república. Para deputados estaduais e federais, senadores e governadores, o voto em trânsito só vale dentro do próprio Estado.

"Não posso ir para Santa Catarina e votar nos candidatos de lá, por exemplo, porque não sou de lá. Nas urnas do Paraná constam os candidatos do Paraná. Se vou para Curitiba, posso votar para todos os cargos", exemplifica.

O voto em trânsito também é uma possibilidade para aqueles que perderam o prazo final da semana passada para transferir o título de eleitor para outro município. Se o eleitor está morando em Maringá, por exemplo, mas vota em outra cidade, pode solicitar voto em trânsito e votar, normalmente, no colégio mais próximo de sua residência, em Maringá.

Em 2014, Maringá teve duas seções para voto em trânsito na Universidade Estadual de Maringá (UEM), e aproximadamente 600 pessoas procuraram a Justiça Eleitoral para optar por essa modalidade. A expectativa é que esse número mais que triplique na eleição deste ano.

"Acho que vamos ganhar mais eleitores no voto em trânsito, porque Maringá tem uma característica de cidade universitária. É provável que mais pessoas se cadastrem para votar em Maringá, do que fora da cidade", enfatiza o analista judiciário.

No voto em trânsito, o eleitor vai assinar no caderno de votação, mas não fará registro biométrico. Ou seja, o nome e título de eleitor constará na urna eletrônica do município destino, mas a biometria não.

Nessa modalidade, o título do eleitor deixa de existir no local de origem, para existir no local destino apenas naquela eleição. Se o indivíduo se cadastrou para votar em outra cidade, mas desistiu de viajar, ele não poderá votar. Vale ressaltar que o eleitor pode optar pelo voto em trânsito no 1º turno, no 2º, ou em ambos.

O sistema da Justiça Eleitoral ainda não está liberado para cadastrar o voto em trânsito. Isso só será possível a partir do final do mês de junho, ou começo de julho - a informação será divulgada pelo órgão em breve.

Neste ano, Maringá passou de cinco zonas eleitorais para três. Ficaram a 066, 137 e 192. Cada uma atende mais de 90 mil eleitores. A zona 154, agora só atende os municípios de Paiçandu, Floresta, Ivatuba e Doutor Camargo. E a 193 foi extinta. Os locais de votação permanecem os mesmos, só houve alteração nas seções.


Participe e comente