As seguidas altas no preço do gás de cozinha e a concorrência desleal decorrente do comércio ilegal são os principais motivos do fechamento de 24 revendas de gás de cozinha só este ano em Maringá. Isso representa cerca de 20% das empresas que estavam cadastradas no início de 2018, considerando que atualmente a cidade conta com 94 estabelecimentos. Se somados as revendas de Sarandi, Paiçandu e Marialva, que pediram falência, esse número sobe para 34. No Paraná, 628 empresas do setor fecharam as portas. Os dados são do Sindicato das Empresas de Atacado e Varejo de Gás Liquefeito de Petróleo (Sinegás) de Maringá.

 

Segundo Sandra Ruiz, presidente do Sinegás, as empresas de gás de cozinha estão comprando os botijões 3% mais caros que no mês passado. O novo aumento é referente aos reajustes salarias dos funcionários das categorias que trabalham nas distribuidoras. “As revendas estão sufocadas. Nem todos repassaram esse reajuste, só que toda vez que um revendedor segura e não reajusta o valor, coloca em risco a situação financeira da empresa.”

 

No mês passado, o produto já sofreu uma alta de 8% por causa do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), aplicado pelo Secretaria da Fazenda do Paraná. E no próximo mês, a Petrobras deve fazer mais um reajuste. É que desde o início deste ano, após reclamações sobre o peso do valor do gás de cozinha no orçamento das famílias de baixa renda, a estatal passou a adotar uma regra de reajuste trimestral para o GLP. Hoje, conforme a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o botijão de gás de cozinha, 13 quilos, tem preço médio de R$ 78,50, em Maringá - varia entre R$ 75 e R$ 85.

 

Clandestino

Outro grave problema é a concorrência com os ilegais, que vendem o produto por um preço menor. "Eles não recolhem impostos e nem respeitam qualquer norma de segurança da ANP. Por isso, orientamos os consumidores a sempre pedirem a nota fiscal", destaca Sandra.

 

"Desconfie da pessoa que esteja vendendo o produto com valor bem abaixo do mercado, que esteja passando (vendendo) na rua sem a devida identificação. Além de contribuir para o comércio irregular, o consumidor que comprar um botijão de um clandestino pode estar levando para casa menos gás do que o vendido", alerta.

 

As denúncias sobre o comércio irregular podem e devem ser encaminhadas ao Sinegas, de forma anônima, através do telefone: (44) 3034-0243.


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