Com quase 3 milhões de seguidores só no Facebook, Gilson Cardoso Fahur, mais conhecido como sargento Fahur replicou nas urnas a popularidade que tem nas redes sociais. Não à toa foi o candidato paranaense mais votado nessas eleições de 2018 para a Câmara Federal, com 314.963 votos, próximo do recorde registrado em 2010, quando Ratinho Jr. Foi eleito deputado federal com 358,9 mil votos, na época pelo PSC.

O sargento aposentado da Polícia Miliar (PM), de 54 anos, que mora em Maringá, tem 35 anos de carreira. Esta é a segunda vez que ele se candidata a um cargo eletivo. A primeira, em 2014, recebeu pouco mais de 50 mil votos. "Eu esperava uma boa votação pela receptividade das pessoas, mas o resultado foi uma grata surpresa. Sinto também que traz uma responsabilidade gigantesca e eu pretendo honrar cada um desses votos."

Como deputado federal Fahur pretende apresentar projetos que "irão dificultar a vida de criminosos". Um deles é tornar hediondo aqueles crimes nos quais o indivíduo comete dentro da casa da vítima com o uso de armas. Também tornar hediondo e crime contra a segurança nacional aqueles a explosão de caixa eletrônicos. "Assim, ele vai ficar preso até o momento do seu julgamento, e se condenado terá de cumprir grande parte da pena em regime fechado. É um absurdo que quadrilhas fortemente armadas aterrorizem uma cidade, destruam patrimônio e sejam presos apenas por roubo simples", diz.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nessas eleições o número de policiais e militares eleitos deputados estaduais, federais e senadores é quatro vezes maior do que em relação a 2014 - de 18 para 73.

Para Fahur, esse é um claro apelo dos eleitores por melhorias na área da segurança pública. "Num primeiro momento a população entendeu que é muito importante ter hospitais, escolas de primeiro mundo, mas que nada disso adianta se você for assassinado no semáforo. Entendeu que é prioridade absoluta manter a vida de forma segura. As pessoas transmitiram esse recado por meio do voto."

Dos 73 policiais e militares eleitos neste ano, 43 fizeram campanha em consonância com o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). "O Bolsonaro tem um pensamento parecido com o meu. Conheço ele antes mesmo de ser cogitado a presidente. Pretendo por meio deste contato mais próximo, assim como com o Ratinho Júnior, trânsito para mudança de paradigmas e principalmente de leis que beneficiem o povo de bem."

Sargento Fahur entende que em paralelo às ações na área de segurança pública devem ser realizados investimentos em educação direcionada às crianças e jovens para afastá-los das ruas e da criminalidade.

Firme

Considerado polêmico autêntico, sargento é conhecido por "não ter papas na língua". Ele é favorável a medidas extremas como a pena de morte. "É claro que não estou dizendo que temos de sair matando a torto e direito. Apenas se for o caso de legitima defesa, no cumprimento do dever legal."

Por essa postura enérgica já levou algumas advertências leves, quando era policial, mas ele garante que isso cativou a população. "Tenho uma postura intransigente contra bandidos, muitas vezes radical, mas penso que entrar para o crime é uma opção. Claro que temos alguns fatores sociais que levam a pessoa à criminalidade, mas na grande maioria a opção é pessoal. Então se for capaz de cometer o crime que seja capaz também de responder as consequências".

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