Neste sábado, 10, às 15h, acontece a primeira reunião de autoajuda sobre a neuralgia do trigêmeo, na Paróquia São José, na Vila Operária.

O objetivo da reunião é ajudar pessoas que receberam o mesmo diagnóstico e não sabem como reagir aos sintomas. "A reunião será uma vez por mês e o nosso foco é ajudar pessoas que sofrem com o diagnóstico. Cada um vai expor o que sente, contando experiências", é o que afirma a organizadora do grupo, Eselma Servente.

A neuralgia do trigêmeo, ou nevralgia do trigêmeo, é uma doença que afeta o quinto nervo craniano, chamado de trigêmeo. Ele se divide em três ramos: o mandibular, o oftálmico e o maxilar. A dor surge quando o trigêmeo é afetado por uma artéria ou por um tumor, que acaba comprimindo o nervo. Nos momentos de crise, a pessoa sente um choque e a dor pode se espalhar por várias partes do rosto, como testa, olhos, nariz, ouvidos, maxilar e lábios.

"É um choque que dura alguns segundos. Só que depois deste choque fica uma dor nessa região do rosto. Eu estou dormindo e acordo, pulo na cama com esses choques. Um simples abraço, que é uma coisa comum a todo mundo, para mim, em épocas de crise, é cruel", descreve Eselma.

Eselma ainda diz que em Maringá há somente um especialista no assunto e que alguns profissionais da área da saúde nunca ouviram falar. "Eu enfrento um problema muito grande aqui na cidade. Quando vou à Secretaria da Saúde é uma luta, porque muitos falam que é somente dor de cabeça, e não é isso, e por isso quero abrir esse grupo de apoio. Existem pessoas que demoram anos para saber sobre a doença. Nesse projeto, sei, que vou poder ajudar com palestras, trazer especialistas que possam nos alertar e informar sobre o que é a doença, e acima de tudo, trazer conhecimento sobre algo tão sério, mas que muitos não sabem", declara.

Para quem deseja ajudar, ou saber mais informações sobre o grupo de apoio, basta entrar em contato com Eselma, através do telefone (44) 9 9118-9398.



APOIO. A costureira Eselma Servente montou um grupo de autoajuda. A primeira reunião acontece amanhã para tirar dúvidas sobre a doença rara, a neuralgia do trigêmeo. JOÃO PAULO SANTOS

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