As vendas no comércio deverão ter aumento entre 7% e 10% neste final de ano. É o que espera o Sindicato dos Lojistas do Comércio Varejista e Atacadista de Maringá e Região (Sivamar). De acordo com Ali Wardani, presidente do sindicato, o movimento deverá aumentar ainda no decorrer deste mês, com mais intensidade em dezembro, como ocorre todos os anos. "Estamos otimistas. Embora a situação do ano não tenha sido das melhores, notamos esta fase de festas será compensadora. A economia está se recuperando aos poucos e com isso, o desejo de compra da população tem aumentado", comenta.

Todos os setores deverão lucrar. Vestuário, brinquedos, supermercados, lanchonetes, bares, restaurantes são os que mais terão movimento.

Para a Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), a expectativa de bons negócios não é diferente. Mohamad Ali Awada, vice-presidente da Acim, diz que a programação do Natal Encantado, promovido pela prefeitura a partir do dia 15 de novembro, deverá atrair muitas pessoas para o centro, não somente da cidade, como da região e outras localidades, como municípios do sul do Mato Grosso do Sul e do oeste paulista. "A promessa das festividades deste ano é maior que o ano passado. Logo deverá atrair muita gente, que irá circular pela cidade consumir bastante por aqui, nos bares, restaurantes e nas lojas, que estarão com expediente estendido até à noite já no início de dezembro", relata.

Os órgãos do comércio estão mais esperançosos que nos últimos anos e acreditam que o resultado de vendas será o mais positivo desde 2015, quando surgiram os grandes impactos da crise econômica que tem assolado o país. A Acim também fará uma pesquisa do mercado local no decorrer deste mês, e o resultado deverá ser divulgado no final de novembro.

Segundo o economista Joilson Dias, professor do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), o otimismo da classe empresarial é bom sinal. "Estamos a lentos passos no processo de recuperação financeira. Isso já é notado neste ano, e as expectativas para este último bimestre são melhores, ainda, até pela injeção do 13º salário no comércio e pela ligeira melhoria na situação dos empregos.

Hoje temos menos dispensas de funcionários que antes, há pouco mais de contratações e os funcionários têm se mantido empregados. Tudo isso reflete", conclui.

CODEM ESTIMA CONTRATAÇÃO DE 288 TEMPORÁRIOS
O Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) estima que até dezembro, aproximadamente 288 pessoas serão empregadas temporariamente em Maringá, para atender o aquecimento do comércio em virtude das festas de final de ano e férias. O número leva em consideração as vagas abertas entre setembro a dezembro deste ano e é superior ao dos últimos dois anos. De acordo com a Assessoria de Imprensa do Codem, no ano passado, 230 trabalhadores temporários foram contratados para suprir a demanda das festas de fim de ano. Em 2016, as contratações somaram 222.

Segundo a economista Juliana Franco Afonso, diretora do Conselho, a projeção evidencia uma melhora na expectativa dos empresários em relação às vendas em reflexo a recuperação da economia. "Apesar de Maringá não ter sentido tanto como outros municípios brasileiros, também sofreu com a crise política e econômica da economia brasileira", diz a economista.

O setor varejista deve absorver a maioria dessa mão de obra temporária na cidade. Lojas de vestuário e supermercados são, tradicionalmente, os que mais contratam trabalhadores temporários neste período.

Juliana diz ainda, que, a expectativa é que o saldo anual do mercado de trabalho também feche positivo e superior ao do 2017, quando foram abertos 706 novos postos com carteira assinada. /// Victor Rodrigues

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