Aproximadamente 90 famílias da Associação dos Produtores da Agricultura Familiar de Maringá fornecem alimentos para a merenda de escolas e creches municipais. São frutas, legumes, verduras, mel, polpa de fruta, pães e açúcar mascavo. No total, são cerca de 160 produtores envolvidos, porque muitos são da mesma família. Cada um pode, individualmente, fornecer até R$ 20 mil reais em produtos para a merenda, dependo de sua produção.

Maringá conta com 115 escolas e creches municipais. Cerca de 39 mil alunos são atendidos e 80 mil refeições são servidas diariamente. Cerca de 30% do valor repassado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) deve ser utilizado na compra de alimentos da agricultura familiar - conforme prevê a Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009.

Desde o início do ano até agora, a Prefeitura de Maringá adquiriu cerca de 400 toneladas de produtos oriundos da agricultura familiar. A Associação dos Produtores da Agricultura Familiar de Maringá tem vencido a licitação desde 2010. A entidade tem 173 pessoas associadas, mas 12 não estão aptas a realizar entregas de produtos porque não estão com a documentação em dia com a Emater.

"São cerca de 160 produtores que têm condições de realizar entregas. Muitos fazem parte da mesma família. São irmãos, ou pai e filho. Ou seja, cada um tem seu documento, mas é uma única família. Então, são cerca de 90 famílias cadastradas no programa, que entregam alimentos para a merenda escolar do município semanalmente", explica o contador da associação, Adriano Brenzan.

O Lhuan Ahmad Zeidan, 30, é produtor de bananas. Filho de agricultores, além de fornecer as frutas para a merenda escolar, ele também trabalha na feira do produtor e, junto com a família, tem uma distribuidora, que fornece bananas para uma rede de supermercados. A renda mensal de Zeidan é de cerca de R$ 5 mil.

"O programa que destina produtos de agricultura familiar para as escolas é um forte aliado do produtor rural. Ele ajuda no sustento familiar e na manutenção da lavoura. É muito bom ter uma renda extra em tempos de grande dificuldade econômica, e também das intempéries que passamos quanto ao clima", explica.

"No campo, nem tudo é fácil. Além das geadas e a falta de mão de obra, acredito que temos um certo problema quando queremos fazer investimentos. Não que não haja, mas para nós, que somos pequenos produtores, encontramos empecilhos para termos um valor suficiente com prazo adequado que caiba no nosso orçamento", ressalta Zeidan.

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