Os manifestantes contra o bloqueio da passagem da rodovia BR-376, que divide Sarandi, estão otimistas e acreditam que com a união das lideranças de diversos setores da cidade, assim como o apoio de autoridades municipais e do Estado, o caso poderá ser reanalisado, devendo surgir uma alternativa plausível para o problema, como a construção de um viaduto. A Justiça decidiu bloquear o trecho de acesso, alegando que tem ocorrido muitos acidentes no local.

O assunto tem sido discutido há muito tempo, e, por decisão judicial, os cruzamentos da Avenida Rio de Janeiro e Rua Inglaterra com a BR-376 foram bloqueadas, no dia 25 de novembro, obrigando os munícipes a fazerem um grande percurso para alcançarem o outro lado.

Contra a decisão, lideranças políticas, religiosas e representantes do comércio se reuniram por volta das 18h no pátio do Posto Querência, às margens da rodovia bloqueada, para uma celebração ecumênica, com padres e pastores, e ainda contou com a presença de dois deputados estaduais, Arilson Chiorato (PT) e Evandro Araújo (PSC).

A ação foi idealizada pela Associação Comercial de Sarandi (Acis) e as associações de moradores de bairros dos jardins Panorama, Independência, Bom Pastor e Alvamar. De acordo com Aparecido Bianco, presidente da Associação Jardim Panorama e Independência, além de reivindicar a construção de um viaduto que leve ao outro lado, também pedem outro viaduto que liga a Avenida Rio de Janeiro com Avenida Maringá. "Cidades de porte bem menor tem cinco acessos nas pistas, e Sarandi, com cerca de 100 mil habitantes, tem apenas um viaduto, além da nossa passagem fechada. Não é justo. O fluxo de pessoas e veículos por aqui é bem maior. Não faz sentido ficar como está", comenta.

De acordo com ele, além de afetar a mobilidade urbana, o comércio já está afetado. As pessoas têm preferido ir para Maringá ou outras cidades vizinhas para fazerem suas compras, já que o trajeto para fazer o contorno, os aproxima das divisas.

Aldo Santana, presidente da União das Associações de Moradores de Sarandi (Unisan), também está otimista. "A cidade inteira está indignada. A administração municipal e a Prefeitura de Maringá também se sensibiliza com a causa. Haverá algum meio de mudar isso", relata.

Os deputados Chiorato e Araújo disseram que irão recorrer ao novo governador do Paraná, logo em janeiro, para pedirem "providência urgente". "Acho, sim, que é possível reverter. Com o diálogo a gente terá condições de avançar. É uma falta de respeito com o município. Literalmente, cortaram a cidade ao meio. Precisam de viadutos logo!", destaca Chiorato.

Já o deputado Araújo, diz que irá trabalhar para "fazer justiça". "Não vamos ficar parados. Deve ser feita uma nova obra. É uma urgência, prioridade. Uma cidade de 100 mil habitantes não pode ficar dividida. Vamos trabalhar juntos", frisa.

Após as preces, os lideres de cada segmento se pronunciaram, e fizeram uma caminhada em sinal de protesto.

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