Em 2018, a equipe da coleta seletiva da Secretaria de Serviços Públicos (Semusp) de Maringá e a empresa terceirizada contratada pela prefeitura recolheram, juntas, 5.634 toneladas de recicláveis, o que corresponde a um aumento de cerca de 80% em relação ao ano anterior. Em 2017, foram coletadas 3.131 toneladas.

A administração municipal tem cinco caminhões para coleta seletiva e a empresa terceirizada - que foi contratada por meio de licitação em março de 2017 -, atua com mais dez. O contrato vence em março deste ano, quando será feito novo processo licitatório.

De acordo com o secretário da pasta, Vagner de Oliveira, o aumento na quantidade de recicláveis recolhidos é resultado dos investimentos da administração municipal e da contribuição da população.

"Estamos fazendo a coleta em 100% de Maringá. Nós fizemos a divulgação e incentivamos, a população participou ativamente e os números cresceram muito", explica.

No momento, a cidade está sem sacolas plásticas para a coleta de materiais recicláveis. Isso porque houve um atraso na licitação. Mas, segundo Oliveira, a situação já foi resolvida, e as sacolas devem voltar a ser distribuídas ainda neste mês. "As sacolas entraram em processo de licitação e atrasou porque uma empresa entrou com recurso. Mas, já deu tudo certo e agora estamos confeccionando sacos plásticos. Vamos voltar a distribuir no final de janeiro. O objetivo ao distribuir as sacolas plásticas é motivar as pessoas a fazer a separação do reciclável", ressalta.

Segundo o secretário da Semusp, a coleta seletiva beneficia diversas cooperativas e gera empregos. "Todos os recicláveis recolhidos são levados para as cooperativas. Hoje, a média de salário de um cooperado é de R$ 3 mil por mês. Algumas cooperativas que antes tinham cinco cooperados, hoje tem mais de 60. Ou seja, o aumento na coleta seletiva gerou emprego, deu qualidade de vida para esses cooperados", ressalta. Neste ano, Maringá - que já tem oito empreendimentos de catadores - vai ganhar outras três cooperativas de recicláveis.

O secretário de Semusp, Vagner de Oliveira enfatiza que separar o lixo reciclável é, acima de tudo, preocupar-se com o meio ambiente.

(Foto: PMM)


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