A Polícia Militar de Maringá prendeu três pessoas na praça Raposo
Tavares, no centro da cidade, na última quarta-feira (9). Foram duas
ocorrências, sendo uma às 11h e outra às 17h. Na primeira, dois homens,
de 20 e 21 anos foram presos com cigarros de maconha. No segundo caso,
uma mulher de 20 anos foi presa com várias porções de crack e estaria
traficando na praça.


Essa ocorrência é comum no local e nem sempre dá resultado. Isso porque
a praça é ponto de aglomeração e convivência de populares, moradores
de rua, ambulantes com pequenos comércios, banheiro público e ponto
temporário de ônibus do transporte coletivo, atraindo um grande fluxo de
pessoas durante todo o dia. O que também atrai prostitutas, traficantes e
ladrões que praticam pequenos furtos. No caso dos dois homens flagrados
com maconha, eles assinaram um Termo Circunstanciado na PM. É
comum nem ficar preso.


Apesar do quase estado de Torre de Babel, a praça não é abandonada
pelos setores responsáveis. Como polícias, Secretarias de Assistência
Social (Sasc) e de Serviços Públicos (Semusp). "Reforçamos o
patrulhamento nessa região, incluindo policiais de bicicleta", ressalta o
tenente coronel Ademar Paschoal, comandante do 4º BPM.


Nem sempre a polícia flagra ou evita crimes, mas está atenta. Inclusive o
policiamento de bike facilita a locomoção e aproxima mais de quem passa
e trabalha ali. Paschoal explica que a viatura deixa o policial mais afastado. Foi até cirado um grupo no whatsapp entre policiais e comerciantes do local como forma de prevenção.

A Guarda Municipal também é presença constante para inibir criminosos. “Eu seguro a minha bolsa com força e sempre olho pros lados”, revela a dona de casa Teresa Gomes, que pega circular quase todos os dias na praça. Por outro lado, ela também acha bom o local ser ocupado por comércio porque sempre compra água ou refrigerante. Há até um barbeiro cortando cabelo por apenas R$ 10 ao ar livre. Já as barracas de gastronomia ficam ocasionalmente na praça em convênio com o Provopar.

CUIDAR – Maringá tem 102 praças. A Raposo Tavares é a que "mais dá
trabalho", justamente pelo grande fluxo de pessoas. “É difícil fazer
manutenção ali com bastante gente passando”, informa o secretário da
Semusp, Vagner de Oliveira. Por isso, a varrição é feita todos
os dias à noite. E quem olha à tarde pode até imaginar que há dias não se
limpa o local pelo tanto de lixo que as pessoas jogam no chão, mesmo
com lixeiras na praça.

A Semusp trocou a iluminação e pintou partes da
praça no ano passado. E também promove roçadas periódicas.
Já a Sasc tem equipes que fazem abordagens sociais no local. Segundo o
educador social Marco Augusto da Silva, não é muito comum a
abordagem na Raposo Tavares – apesar de atividades ilegais - justamente
pelo grande fluxo de pessoas e da polícia, sendo que moradores de rua
costumam se fixar mais em outros pontos mais vazios.

Foto: Andye Iore

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