O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira um decreto para lidar com o problema da "imigração em massa" em Estados no sul do país. Em comunicado, Trump afirma que os EUA esperam a chegada de um número "substancial" de pessoas, que viajam em grupos a partir da América Central, nas chamadas Caravanas. Segundo ele, é importante nesse contexto adotar "ação imediata para proteger os interesses nacionais", mantendo a eficácia do sistema de asilo para os solicitantes legítimos que demonstram sofrer perseguição. Uma mudança importante é que os que entrarem ilegalmente no país não poderão mais pedir asilo, diz o texto oficial.

Trump suspendeu, por "período limitado" a entrada de certas pessoas ilegais no país, a fim de proteger os EUA da entrada de grandes contingentes de pessoas a partir do México. Com isso, os candidatos ao asilo devem entrar no sistema a partir da fronteira mexicana. Já os que entrarem nos EUA ilegalmente não terão direito a pedir asilo, de acordo com as novas regras. Segundo Trump, as mudanças são necessárias para garantir o gerenciamento adequado da questão.

Pelas normas firmadas, a entrada de qualquer cidadão de outro país pela fronteira com o México está suspensa e será limitada por um período de 90 dias. Nesse período, as autoridades americanas poderão retirar ilegais e levá-los ao México. As regras valem para aqueles que entrarem nos EUA após a data do decreto, o dia de hoje. Depois do prazo, o governo decidirá se mantém as regras ou as altera.

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