Enquanto a paralisação parcial da máquina pública federal dos Estados Unidos tem continuidade, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender a construção de uma barreira física na fronteira do país com o México e disse que os mexicanos já estão pagando pelo muro. "Se o Congresso aprovar o USMCA, o México estará pagando pelo muro", afirmou Trump em visita à cidade de McAllen, Texas, que faz fronteira com o território mexicano.

"O muro pode ser de concreto ou de aço. Só quero que ele seja construído. E será. Iremos erguer um poderoso muro de aço na nossa fronteira sul", disse o presidente. Trump também afirmou que a verba que ele deseja para a obra - US$ 5,7 bilhões - não será destinada somente à construção, mas sim a outras ações na fronteira. "Os contrabandistas nem tentariam entrar no nosso país se houvesse uma barreira física. Nosso plano inclui detectar drogas em aeroportos e mais agentes de segurança para defender o nosso país", comentou o republicano.

Como não consegue aprovar o financiamento à construção do muro por meio do Congresso, o presidente cogita declarar emergência nacional para a segurança na fronteira. No entanto, o vice-presidente Mike Pence disse que Trump ainda não tomou uma decisão sobre o assunto, mas acrescentou que "ele fará isso de uma forma ou de outra". Em Washington, Pence disse que pediu aos democratas que negociem o fim da paralisação, que está no 20º dia. Ele disse aos repórteres que é hora do Congresso "fazer o seu trabalho".

Além disso, Pence indicou que Trump tem pouco interesse em um acordo mais amplo de imigração para acabar com a paralisação. De acordo com o vice-presidente americano, Trump está esperando para ver a decisão de tribunais sobre a legalidade do Daca, um programa da era Obama que protege da deportação jovens imigrantes que foram levados aos EUA ilegalmente ainda crianças.

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