Os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em greve há um mês, decidiram pelo fim da paralisação. Com a decisão, as aulas nos campi Curitiba serão retomadas na quarta-feira (16), e nos campi de Palotina, Jandaia do Sul e litoral, no dia 21 de setembro. Um calendário de reposição será definido nos próximos dias.

O fim da greve na UFPR foi decidido na sexta-feira (11) em assembleia. Foram 374 votos a favor do fim da paralisação, 171 pela continuação da greve, e 15 abstenções.

Durante a greve dos docentes, a reitoria da universidade foi invadida por estudantes. Na sexta-feira (11), a UFPR solicitou à Justiça Federal a reintegração de posse dos dois imóveis ocupados: o prédio da administração (ocupado há 13 dias por alunos) e o restaurante central (ocupado desde 9 de junho pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Paraná). As informações são da UFPR.

Segundo a universidade, a invasão do prédio administrativo impediu a liberação do pagamento dos salários de funcionários, fornecedores e prestadores de serviços, além das bolsas estudantis.

O reitor em exercício, Rogério Mulinari, explica que o pedido foi feito à Justiça depois de terem sido frustradas as tentativas de diálogo com os invasores.

Segundo a universidade, a Pró-Reitoria de Administração notificou os três grupos que respondem pela invasão da reitoria – representantes dos invasores e diretorias do Sinditest e da Associação dos Professores da UFPR (APUFPR) – a desocuparem o imóvel, mas os pedidos foram recusados. 

"A Reitoria (...) deixou claro que, para não prejudicar a comunidade acadêmica, só voltaria a se sentar à mesa de negociações após a desocupação do prédio, pois a invasão ocorreu de forma truculenta no mesmo momento em que acontecia a segunda reunião de negociação com representantes dos estudantes. Como os invasores radicalizaram e insistiram em ficar no local, mesmo prejudicando milhares de pessoas que não receberam suas bolsas e pagamentos, não tivemos outra alternativa a não ser pedir à Justiça Federal a reintegração de posse do edifício", diz o reitor em exercício.

A APUFPR informou que "a greve dos professores não deliberou pela ocupação do prédio da reitoria e não há professores ocupando o prédio" e que a associação não tem responsabilidade pela invasão; e que vem "cobrando da administração que prime pelo diálogo e retome as negociações da pauta local com professores, técnicos e estudantes".

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