Contrariando as pesquisas de intenções de voto para o Senado, Roberto Requião (MDB) não ficou entre os dois candidatos mais votados e, portanto, não se reelegeu para o cargo. "Requião não foi eleito senador, mas já apostava nisso há dois meses. Não é uma previsão à toa, mas sim o sentimento de mudança que as pessoas desejavam. Oriovisto foi sim a surpresa", afirma o doutor em Sociologia Tiago Valenciano, que atua principalmente na área de Ciência Política.

Fundador do Grupo Positivo, Professor Oriovisto Guimarães (Podemos) recebeu 2.957.239 votos na primeira vez em que concorreu a um cargo público, sendo o candidato ao Senado com maior número de votos. "Foi carregado pelo impulsionamento da candidatura de Ratinho Junior", analisa. "Já Flávio Arns (candidato da Rede que conquistou a segunda cadeira no Senado) carrega diversos capitais simbólicos em torno do seu nome, além, é claro, do bom currículo prestado. Era o segundo voto de eleitores da direita e da esquerda."

Segundo ele, a mensagem que o eleitor passa - com o resultado nas urnas - não é "nada novo". "Mas sim que há a intenção de manter o grupo político que está governando o Paraná desde 2010. Foi uma mudança sem mudança."

No 1º turno das Eleições 2018, dos 7.968.409 eleitores aptos a votar no estado do Paraná, compareceram às urnas 6.616.901 eleitores, ou 83,04% do eleitorado, conforme o Tribunal Regional Eleitoral do Paranpa (TRE-PR). Somado abstenções, brancos e nulos, está dentro da média histórica de 30%.

Presidência

Quanto ao fenômeno de popularidade de Bolsonaro, o sociólogo avalia que o atentado, aliado à superexposição da mídia fez com que ele conquistasse mais simpatizantes, além de não sofrer "novos" desgastes em debates e por representar o sentimento "antipetismo" no Brasil. "Sabíamos que era uma eleição difícil de ser levada no primeiro turno, mas ele é o franco favorito para ser eleito".

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