Quarta-feira, 10 de outubro, será um dia difícil - mais um - para a família Silva Bandeira, de Paiçandu. É quando completa exatamente 13 anos do misterioso desaparecimento de Graciane, que tinhas 18 anos à época. A família acredita que ela foi tirada de seu quarto, ainda na madrugada do dia 10 de outubro de 2005, depois que a mãe Graciete saiu para trabalhar em um frigorífico, às 3h.

O caso teve grande repercussão, mas a falta de pistas e o passar dos anos esfriaram as investigações. "Estamos aqui para fazer um apelo. Que nos ajudem a encontrá-la", desabafa a irmã Gislaine Ferreira da Silva. "Minha mãe continua com depressão e, quando se aproxima a data do desaparecimento, fica ainda pior, inclusive, ela teve aumentada a dosagem dos medicamentos".

A última pista sobre Graciane, que hoje tem 31 anos, é de 2014 e veio através das redes sociais. Uma moradora de Belém (PA) postou em seu perfil, numa rede social, a foto de uma mulher internada que chegou inconsciente ao hospital, sem identificação, depois de sofrer violência sexual e agressão física. Uma amiga de Graciane, que mora na capital paraense, notou a semelhança e encaminhou a foto da mulher.

"Isso renovou as nossas esperanças". Ela e a mãe foram para Belém, mas no hospital foram informadas de que a mulher internada havia falecido. "Porém, a moça que morreu não era a mesma da foto. Não nos permitiram nem falar com a mulher internada e nem vê-la. Depois ficamos sabendo que um homem, que se apresentou como esposo, a levou do hospital".

Em um depoimento escrito pela mãe, Graciete da Silva Bandeira, ela menciona que "caso a minha filha tenha acesso às reportagens já feitas, queria que soubesse que nunca vou desistir de você. Pode passar o tempo que passar, vou procurar você. Faço qualquer coisa para te encontrar. Eu amo você, minha filha, e tenho esperança que um dia vou te buscar. A pessoa que está com a minha filha também deve saber que não vou descansar enquanto não conseguir a minha Graciane novamente”.

A família acredita que ela foi raptada por pessoas ligadas ao tráfico de mulheres e apela por pistas que levem ao seu paradeiro. O Diário ligou na delegacia de Paiçandu para saber sobre as investigações, mas foi informado de que o delegado não está na cidade.

Entenda o caso

A mãe Graciete havia combinado de se encontrar com a filha, às 13h, para irem juntas ao hospital, retirar o gesso do braço de Graciane, mas ela não apareceu no local marcado. Graciete então ligou para o trabalho da filha e foi comunicada de que ela não tinha ido trabalhar naquele dia. Na casa, Gislaine encontrou pegadas de barro no quarto da irmã e uma coberta molhada, com forte cheiro de urina.

Uma vizinha teria dito aos policiais que ouviu um grito sufocado de socorro, mas não acreditava ser algo grave.

Graciane sempre foi descrita como uma menina alegre e obediente, que não saia sem autorização. Em 2006, a mãe viajou ao Paraguai e a Mundo Novo (MS) atrás de pistas. Também foi para Curitiba em 2007. Desde 2014 não há nenhum indicativo sobre o seu paradeiro.

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