Dois policiais militares da região noroeste do Paraná, um de Maringá e outro de Cianorte, foram destaques no curso de Controle de Distúrbios Civis que começou no mês passado e encerrou essa semana em Curitiba. Foram 240 policiais paranaenses inscritos, sendo 39 selecionados, mas apenas 27 se formaram.

O treinamento apresentou situações extremas, bem como preparou os policiais para o trabalho preventivo. “Fui focado em terminar e não desistir”, comentou o soldado cianortense Paulo Victor Stiegle Capella, 25 anos, que ficou em primeiro lugar. “O mais difícil foram as partes física e psicológica que são bem forçadas, no limite”.

Capella está desde 2013 na 5ª Companhia Independente de Polícia Militar de Cianorte (5ª CIPM). Hoje ele faz parte da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam). Ele aponta que deverá aplicar as experiências do curso em ações operacionais nas ruas, com situações envolvendo conflitos. Essa foi a primeira vez que ele participou de um treinamento mais ostensivo que reuniu atividades em sala de aula, nas ruas, num campo de futebol, num presídio, na zona rural, entre outros, num período de 38 dias. Entre as atividades estavam técnicas de invasão em estabelecimentos prisionais, gestão de multidões em grandes eventos, técnicas e tecnologias não-letais, entre outros.

O curso segue orientações da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre técnicas não letais no trabalho policial.

Frio

Já o soldado Daniel Teixeira Hauer, 25 anos, apontou como grande dificuldade o frio curitibano, já que em Maringá o clima é quente na maior parte do ano. Ele revela que perdeu 9 quilos durante o curso pela exigência das atividades. “No momento atual do país, a utilização das técnicas que vimos é um meio de manter a ordem”, disse o soldado Hauer, do 4º Batalhão da PM. Ele ficou em quinto lugar no curso de Controle de Distúrbios Civis e está desde 2013 na corporação. O 4º BPM teve outros dois participantes que não concluíram o curso.

 

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