Lideranças políticas, religiosas e representantes do comércio se reuniram por volta das 18h no pátio do Posto Querência, às margens da rodovia BR-376, em Sarandi, para um ato ecumênico, celebrado por padres e pastores, contra o fechamento de dois cruzamentos, Rua Inglaterra e Avenida Riachuelo, que cortavam a rodovia. Além disso, a manifestação contou com a presença dos deputados estaduais Arilson Chiorato (PT) e Evandro Araújo (PSC). A ação foi idealizada pela Associação Comercial de Sarandi (Acis) e pelas associações de moradores dos jardins Panorama, Independência, Bom Pastor e Alvamar.

Os manifestantes contra a decisão estão otimistas e acreditam que com a união das lideranças de diversos setores da cidade, assim como o apoio de autoridades municipais e do Estado, o caso poderá ser reanalisado, devendo surgir uma alternativa plausível para o problema, como a construção de um viaduto.

De acordo com Aparecido Bianco, presidente da Associação dos Moradores do Jardim Panorama e Independência, além de reivindicar a construção de um viaduto que permita acessar o outro lado da rodovia, também há um desejo da população de construção de outro viaduto, para ligação das avenidas Rio de Janeiro e Maringá.

“Cidades de porte bem menor tem cinco acessos nas pistas, e Sarandi, com cerca de 100 mil habitantes, tem apenas um viaduto, além da nossa passagem fechada. Não é justo. O fluxo de pessoas e veículos por aqui é bem maior. Não faz sentido ficar como está”, comenta.

De acordo com ele, além de prejudicar mobilidade urbana, o comércio está sendo duramente afetado. As pessoas têm preferido ir para Maringá ou outras cidades vizinhas para fazerem suas compras, já que o trajeto para fazer o contorno, os aproxima das divisas.

Aldo Santana, presidente da União das Associações de Moradores de Sarandi (Unisan), também está otimista. “A cidade inteira está indignada. A administração municipal e a Prefeitura de Maringá também se sensibilizaram com a causa. Haverá algum meio de mudar isso”, relata.

Os deputados Chiorato e Araújo disseram que recorrerão ao novo governador do Paraná, Ratinho Junior, em janeiro, para pedirem “providências urgentes”. “Acho, sim, que é possível reverter. Com o diálogo a gente terá condições de avançar. É uma falta de respeito com o município. Literalmente, cortaram a cidade ao meio. Precisamos de viadutos logo!”, destaca Chiorato.

Já o deputado Araújo diz que vai trabalhar para “fazer justiça”. “Não vamos ficar parados. Deve ser feita uma nova obra. É uma urgência, prioridade. Uma cidade de 100 mil habitantes não pode ficar dividida. Vamos trabalhar juntos”, frisa.

O Ministério Público ingressou com ação judicial pedindo o bloqueios destes cruzamentos por questão de segurança, em razão do alto índice de acidentes. Em setembro deste ano, em audiência conciliatória, foi decidida que estes pontos seriam fechados definitivamente, extinguindo a ação judicial. O bloqueio ocorreu no dia 25 de novembro.

 

ATO ECUMÊNICO. Iniciativa marca protesto dos moradores contra fechamento de cruzamentos da BR-376 e mobilização em busca de solução. - JOÃO PAULO SANTOS

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