A Universidade Estadual de Londrina (UEL) ganhará mais um novo curso. A governadora Cida Borghetti confirmou nesta terça-feira (4), no Palácio Iguaçu, a criação do bacharelado em Biotecnologia, que atenderá as demandas do mercado por profissionais habilitados para atuar nesta área. O primeiro vestibular será em 2019 e o curso começa em 2020.


Cida ressaltou a importância que a ampliação e o reforço do ensino superior tem para o desenvolvimento do Estado. “Investir na educação superior, na ciência, tecnologia, inovação e pesquisa faz toda a diferença para o Paraná e para os paranaenses”, disse Cida. “Destaco o trabalho da UEL, reconhecido internacionalmente, inclusive na área de biotecnologia”, afirmou a governadora. Ela lembrou que a UEL já tem mestrado e doutorado em biotecnologia e que, com a graduação que passa a ser ofertada, completa um sistema de pesquisa e inovação nesta área. A UEL ficou 17 anos sem novos cursos. Este foi o segundo autorizado pela governadora em menos de um mês. O outro foi de Nutrição.


Inovação

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Décio Sperandio, também ressaltou que o curso de Biotecnologia complementa o trabalho que a Universidade de Londrina já realiza na área. “A UEL já vem desenvolvendo pesquisa e pós-graduação e a graduação dará um fechamento nas atividades, formando novos profissionais. Uma área recente, mas com grande potencial já que a tecnologia é baseada na biologia, muito usada na agricultura, medicina, meio ambiente e nas ciências do alimento”, afirmou o secretário.


O curso

De acordo com o reitor da UEL, Sérgio de Carvalho, a primeira turma do bacharelado em Biotecnologia começa em 2020, com vinte vagas em período integral que serão ofertadas. “Esse curso se integra no ecossistema de inovação de Londrina, potencializando a capacidade de toda a região se tornar um polo de inovação, ciência, tecnologia e pesquisa”, afirmou o reitor.


A biotecnologia compreende a produção de bens e serviços nas áreas de pesquisa, produção e utilização de novos insumos, como nos setores agrícola, industrial, de saúde e ambiental. O reitor Sérgio de Carvalho lembrou que a formação de profissionais na área é importante, principalmente em Londrina, pela presença do agronegócio, alimentos, indústria química e de saúde (produção de farmoquímicos e farmacêuticos).
Nenhuma instituição de ensino superior do município oferta vagas para biotecnologia ou área similar. A carga horária do curso será de 3.750 horas, com regime de matrícula seriado anual. O período mínimo de realização do curso será quatro e o máximo de oito anos.


Reconhecimento

Uma das principais instituições de ensino superior do Estado, a UEL tem 21 mil alunos matriculados e oferta anualmente 2.521 vagas anuais em 54 cursos de graduação. A universidade conta também com 25 cursos de doutorado e 49 de mestrado.


Recentemente a UEL conquistou a aprovação pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) de mais quatro novos cursos de doutorado. A partir de 2019, serão ofertados os cursos de doutorado em Sociologia, Ciência da Informação, Filosofia e Fisiopatologia Clínica e Laboratorial.


A UEL foi considerada a 5ª melhor universidade estadual do País pela Times Higher Education World University Rankings (THE), se destacando nos conceitos de ensino e pesquisa. Também ficou em 19º lugar entre as instituições públicas no Brasil no Ranking Universitário Folha.


Presenças

Participaram do evento o presidente do Tecpar, Julio Felix; o diretor científico da Fundação Araucária, Nilceu Jacob Deitos; o diretor- administrativo da Fundação Araucária, José Carlos Gehr; o presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), professor Aldo Nelson Bona; e o deputado federal Alex Canzani.

 

CERIMÔNIA. Governadora Cida Borghetti assinou decreto de criação do curso de Biotecnologia na UEL. - JOSÉ FERNANDO OGURA/ ANPR

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