A população de Presidente Castelo Branco (a aproximadamente 30km de Maringá), na região noroeste, está preocupada. A prefeitura não tem feito alguns serviços básicos e outros são operados em situação mínima. O motivo é que a Câmara de Vereadores não aprovou a lei orçamentária para 2019 no final do ano passado. E, com isso, a prefeitura fica impedida por lei a contratar serviços. "Já fiz uma consulta ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas essa semana para saber o que eu posso fazer", anunciou a prefeita Gisele Potila Faccin Gui (DEM), em entrevista ao jornal O Diário.

Um comunicado da prefeitura foi divulgado essa semana anunciando que não será feita a coleta de lixo, o que já gerou debate na pequena cidade de aproximadamente 5 mil habitantes. "Estamos vendo que a situação está piorando na cidade", disse preocupado Edicarlo Didur, 27 anos, funcionário de mercado, que nasceu na cidade e nunca viu uma situação dessa.

Quem também está surpreso com a situação é o vereador Alan Ronaldo Troleis (PSC). "Quando a lei chega, nós vereadores temos autonomia para apresentar emendas. Não entendi porque não foi aprovada", cita. A lei orçamentária votada no final do ano passado foi reprovada por 5 votos a 4. Alan Troleis votou a favor e participou da elaboração de duas emendas. Ele disse não saber porque dos cinco votos contrários, não havia nem emenda. Entre os supostos motivos estão que a audiência pública foi feita muito tarde e falta de documentos.

No entanto, a prefeita Gisele Potila garante que toda documentação estava em dia e que a audiência foi realizada antes da votação. O orçamento da Prefeitura de Presidente Castelo Branco para 2019 foi apresentado no valor de R$ 24,1 milhões, sendo R$ 22,1 milhões para a Executivo, R$ 997 mil para o Legislativo e R$ 936 mil para a Autarquia de Água e Esgoto.

Uma das medidas que podem ser tomadas é convocar os vereadores para uma sessão extraordinária a fim de votar o orçamento novamente. Mas alguns dos vereadores estão fora da cidade, em férias.

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