(matéria atualizada com informações de Victor Rodrigues)

 

Um homem foi assassinado, com extrema violência, na manhã desta terça-feira, 11, no Centro de Ressocialização do Egresso (Associação Crer), na Estrada Paranhos, na zona rural de Maringá. A entidade atende a Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas do Paraná (Vepma), para cumprimento de penas alternativas e reabilitação social de pessoas que passaram pelo sistema prisional. Marcio Henrique da Cruz, de 38 anos, que era um dos internos, foi encontrado com muitos ferimentos, provavelmente causados por pauladas. O autor do crime ainda decepou uma das orelhas e arrancou um olho com faca.

De acordo com informações levantadas com a PM, houve uma briga na noite de segunda-feira (10) entre dois internos. Depois do crime, o suspeito fugiu da propriedade. Os demais internos permaneceram no local.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios de Maringá, colheu dados do ocorrido e encaminhou três internos para serem ouvidos. Um deles foi liberado, mas, durante o interrogatório, dois deles entraram em contradições e ficaram presos: Geraldo Sales de Moraes, 54 anos, e Israel dos Santos Júnior, 27 anos. Os dois suspeitos de envolvimento no delito negam a participação.

No entanto, por volta das 16h desta terça-feira, Israel confessou que ajudou a segurar e bater em Márcio, mas nega ter cortado a orelha e o olho. Israej já tem passagem pela polícia por furto e roubo.

De acordo com o delegado Diego Almeida, o foragido, identificado como Fernando, tem deficiência nas mãos. Em umas delas não tem dedos, e na outra tem limitação motora. A prisão dele será pedida à Justiça.

A Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas não quis se manifestar sobre o ocorrido. O Diário também tentou contato com o responsável pela Associação Crer, mas as ligações não foram atendidas.

Por conta de rumores e confusão com os nomes das entidades, a direção da Comunidade Evangélica Restaurar (CER), cujos nomes são semelhantes e ambas estão localizadas na mesma região (cerca de 2 quilômetros de distância), esclarece que o fato não ocorreu em sua propriedade, e não mantém nenhuma ligação com a Associação Crer.

(Colaborou André Almenara)

 


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