Um homem de 38 anos foi assassinado com requintes de crueldade no Centro de Ressocialização do Egresso (Associação Crer), em uma propriedade rural na Estrada Paranhos, entre Maringá e Paiçandu. A entidade atende à Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas do Paraná (Vepma), para cumprimento de penas alternativas e reabilitação social de pessoas que passaram pelo sistema prisional.

O fato foi informado a polícia na manhã de ontem, 11, mas, segundo averiguação da equipe, a morte teria ocorrido na noite de segunda-feira, 10. A vítima, Márcio Henrique da Cruz, que estava entre os internos, foi assassinado a pauladas. O autor do crime ainda decepou uma das orelhas e arrancou um olho com faca.

De acordo com informações da Polícia Militar, o homicídio é resultado de uma briga entre os dois internos. Depois de matar Márcio, o suspeito fugiu.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios de Maringá, colheu dados do ocorrido e encaminhou três internos para serem ouvidos. Um deles foi ouvido e liberado. Durante o interrogatório, dois deles entraram em contradições e ficaram presos: Geraldo Sales de Moraes, 54 anos, e Israel dos Santos Júnior, 27 anos. Os dois suspeitos de envolvimento no crime negam a participação. Mas, no decorrer por dia, por volta das 16h desta terça-feira, 11, Israel acabou confessando que ajudou a segurar e bater em Márcio, mas nega ter cortado a orelha e o olho dele. Isral já tem passagem pela polícia por furto e roubo. De acordo com o delegado Diego Almeida, o foragido, identificado como Fernando, tem deficiência nas mãos. Em umas delas não tem dedos, e na outra tem limitação motora. A prisão dele será pedida à Justiça pelo delegado. O crime foi motivado pelo uso de drogas.

Segundo a direção da Vepma, "a Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas não tem o que se manifestar acerca do ocorrido". O Diário tentou contato com a responsável pela Associação Crer para se posicionar sobre o assunto, mas as ligações não foram atendidas.

Por conta de rumores e confusão com os nomes das entidades, a direção da Comunidade Evangélica Restaurar (CER), cujos nomes são semelhantes e ambas estão localizadas na mesma região (cerca de 2 quilômetros), esclarece que o fato não ocorreu em seu prédio, e não mantém nenhuma ligação com a Associação Crer.


FATALIDADE. Israel, 27 anos, teria segurado a vítima e ajudou a bater. — ANDRÉ ALMENARA

Participe e comente