Membro da Oxford Philosophical Society
e do Institute of Philosophy | School of Advanced Study, Frederico Rochaferreira nasceu em 05 de agosto de 1955 em Teresópolis - Rio de Janeiro. Ainda muito jovem teve contato com as obras de E. von Däniken e os clássicos gregos, que viriam a influenciar definitivamente suas investigações históricas e filosóficas. Nascido numa família católica, seu espírito investigativo o levou bem cedo a questionar o simbolismo cristão e não demorou, para mergulhar na mitologia hebraica e as mais antigas, em busca da verdade. Parte de suas investigações nesse campo; podem ser vistas na obra “A Razão Filosófica” que subliminarmente passa a seguinte mensagem; “produzir filosofia é investigar a natureza de tudo e ensinar filosofia, é ensinar a pensar”.

Os escritos de Rochaferreira refletem duas preocupações distintas: a primeira, com a fragilidade da construção ética nas sociedades pouco desenvolvidas, onde afirma que o homem e o meio se retroalimentam seja em sua limitação, seja em seu desenvolvimento, num ciclo que pode ser extremamente duradouro, a segunda, com a natureza das questões históricas que se fixaram no imaginário dos homens, ora como verdadeiras, ora como duvidosas; envoltas em mitos e lendas. Sua obra é balizada fundamentalmente pela pesquisa teórica e pelo estudo investigativo.

Em “A Razão Filosófica”, (Multifoco-RJ 2016), Frederico discorre sobre a possibilidade de não haver o livre arbítrio em nossas ações e que o homem tende a se retroalimentar em sua ignorância e estupidez, do mesmo modo que se retroalimenta em seu desenvolvimento, ambas as situações, pela herança genética. O livro, escrito em linguagem simples e ricamente referenciado, traz à tona outras questões polêmicas, como a origem de Deus no imaginário da humanidade, onde o filósofo afirma que o homem criou Deus para domesticar os próprios homens. Outra revelação do livro diz respeito ao autor da Doutrina Cristã primitiva, um sofista judeu que levou a Judeia à guerra contra Roma e a fez desaparecer do mapa por quase dois mil anos. Esse personagem, cuja família esteve à frente da Igreja primitiva, foi traído e posto no silêncio da História, quando a seita judaica dos "galileus", se tornou a religião oficial de Roma. Essas e outras questões intrigantes que compõe "A Razão Filosófica", são resultados de um amplo trabalho de pesquisa, fartamente ducumentado.

Outras obras do filósofo são; “A Ética dos Miseráveis” (Amazon, 2015), onde Frederico Rochaferreira examina as ações marginais dos homens contra o próprio homem numa estupidez sem fim, com o intuito de fazer o leitor refletir profundamente as consequências trágicas da ausência de valores intelectuais, éticos, estéticos e morais no homem.

A “Arte de Pensar” (no prelo), é uma obra que acolhe suas reflexões e pensamentos acerca da natureza dos homens e da natureza das coisas. Um livro de cabeceira, aquele que pegamos, abrimos em qualquer página e lá está um pensamento, como a ponta de um iceberg, pronto para ser refletido e contemplado em toda a sua extensão, como este: “Aqueles a quem mais devemos temer são os ignorantes, porque são muitos e são os que podem ser dirigidos a qualquer fim”.

No pequeno ensaio, “Por que o Brasil não tem filósofos?” (Edições Colibri – Lisboa, 2017), o autor expõe as razões da ausência de grandes pensadores no Brasil, fruto da tradição que rege o sistema de ensino do país, que é de assimilação de ideias e não da construção de ideias.

Atualmente Frederico Rochaferreira trabalha para finalizar seu novo livro, uma investigação histórica que visa dar luz à nebulosa origem dos reis judeus khazares, obra que segundo o filósofo, objetiva responder a pergunta: São os israelenses, judeus? Com lançamento previsto para o final de 2017, a obra pretende ser um ponto de referência para estudiosos.

Quando perguntado se o pensamento crítico e investigativo que lhe é próprio, fixo, contudo, na maleabilidade racional, está relacionado a uma determinada linha filosófica, Rochaferreira diz que não está comprometido com nenhuma corrente filosófica, método ou ideologia, a não ser com as duas ordens de razão a que submete seus escritos.

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