As áreas de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul são tema do II Encontro Regional do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Ambientes Coralíneos (PAN Corais), na Praia do Forte (BA). Nos dias 9 e 10 de outubro, terça e quarta-feira, representantes de ações, projetos e instituições da Bahia e do Espírito Santo apresentam e discutem o que estão realizando para a conservação e sustentabilidade socioambiental desses ambientes.

Com o patrocínio da Petrobras, esse encontro é realizado pelo Projeto Coral Vivo, Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul (Cepsul/ICMBio), Projeto Baleia Jubarte e Projeto Tamar. A programação conta com 22 palestras, e está dividida em quatro blocos: "Desafios e Conquistas da Gestão Ambiental Pública", "A Conservação e A Pesca: A Busca de Caminhos Compartilhados", "O Turismo em Parceira com a Conservação", e "Pesquisa e Monitoramento como Estratégia de Conservação". No final, será desenvolvido trabalho em grupo para agregação e sinergia de ações.

De acordo com a coordenadora geral do PAN Corais e do Cepsul, Roberta Aguiar dos Santos, os encontros regionais fortalecem a execução das ações desse documento, além de ampliar a rede de parceiros de cada região. "Eles estão proporcionando a identificação de ações transversais, que ainda não se encontram especificamente descritas no PAN Corais, mas que possam ser integradas, contribuindo para o alcance dos objetivos estabelecidos", explica Roberta.

Para o coordenador executivo do PAN Corais e fundador do Projeto Coral Vivo, Clovis Castro, esse aperfeiçoamento do pacto social é importante. "Diante da enorme dimensão territorial dos ambientes coralíneos brasileiros, esses encontros proporcionam a oportunidade para observar os casos de cada região, assim como as trocas de experiências entre profissionais com conhecimentos complementares, como gestores, pescadores e pesquisadores, por exemplo", avalia Castro, que é professor titular do Museu Nacional/UFRJ. Entre os palestrantes está o coordenador de Pesquisas do Coral Vivo e professor da Furg, Adalto Bianchini, que apresentará o tema: "Histórico e Monitoramento Marinho do Desastre de Mariana", no qual ele coordena a área de Ecotoxicologia.

PAN Corais
O PAN Corais é um documento de pactuação que contempla 52 espécies ameaçadas de extinção segundo a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção - Peixes e Invertebrados Aquáticos, e 18 áreas estratégicas distribuídas ao longo do litoral do Brasil e ilhas oceânicas, do Maranhão a Santa Catarina. As 146 ações foram estabelecidas em reunião realizada em 2014 envolvendo mais de cem atores institucionais e aprovadas pela Portaria ICMBio nº 19/2016. O PAN Corais busca a redução dos impactos humanos, a ampliação da proteção e do conhecimento, com a promoção do uso sustentável e da justiça socioambiental, por exemplo.

Sobre o Projeto Coral Vivo
O Projeto Coral Vivo é patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e trabalha com pesquisa, educação, políticas públicas e sensibilização para a conservação e sustentabilidade socioambiental dos ambientes recifais e coralíneos do Brasil. Concebido no Museu Nacional/UFRJ, hoje é realizado por doze universidades e institutos de pesquisa. Está vinculado ao Instituto Coral Vivo, que é o coordenador executivo do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Ambientes Coralíneos (PAN Corais). Esse plano está sendo conduzido sob a coordenação geral do Cepsul/ICMBio. Além disso, o Coral Vivo integra a Rede Biomar, junto com os projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Golfinho Rotador e Tamar. Todos patrocinados pela Petrobras, eles atuam de forma complementar na conservação da biodiversidade marinha do Brasil, trabalhando nas áreas de proteção e pesquisa das espécies e dos habitats relacionados. As ações do Projeto Coral Vivo são viabilizadas também pelo copatrocínio do Arraial d’Ajuda Eco Parque. www.coralvivo.org.br.

Website: http://www.coralvivo.org.br

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