Cada vez mais o mundo necessita de pessoas que, de fato, agreguem real valor à sociedade e às empresas. A consequência imediata disso é uma completa transformação na maneira como o mercado busca talentos com tais características.

Para se ter uma ideia, levantamento feito pela Kroton Educacional apontou que "nove em cada 10 atributos exigidos por empregadores em vagas para profissionais iniciantes estão mais próximos de características da personalidade do que de habilidades técnicas".

Mas antes de falarmos sobre os efeitos dessas mudanças, vamos identificar os tipos de personagens e comportamentos mais comuns no dia a dia das empresas. Leia atentamente e verifique se você conhece ou se identifica com alguns deles:

- Os caóticos

São maioria, pois não possuem o mínimo de conhecimento, comportamento e habilidade para exercerem suas funções. Na verdade, não se sabe exatamente por que estão ali: custam caro, trazem pouco ou nenhum resultado, criam problemas para a equipe e diminuem a rentabilidade das empresas.

- Os teóricos

Parecem possuir todo o conhecimento do mundo e uma quase total incapacidade de fazer as coisas acontecerem. São verdadeiras "bibliotecas ambulantes", geralmente saídos das melhores faculdades. Têm uma teoria sobre tudo e todos e falam com fluência sobre a maioria dos problemas. Só não espere que ajam.

Frequentemente, custam mais caros que os caóticos e também sangram a rentabilidade das organizações. Apesar de as empresas continuarem a insistir, está provado que possuir os melhores QI's não é passaporte para ter um profissional de alto desempenho.

- Os enrolões

Fazem parte do grupo que não está nem aí para os conhecimentos e habilidades. Estudar e praticar, para eles, é uma perda de tempo. Em um primeiro momento parece ser o profissional perfeito. São agradáveis e possuem uma boa lábia. Porém, em um segundo momento, percebe-se que não têm consistência e os seus "jeitinhos" não são eficazes. Mesmo que não tenham dado prejuízo inicialmente, seus métodos trarão impactos negativos no futuro.

- Os habilidosos

À primeira vista, são excelentes profissionais, pois geram os resultados de que a organização precisa. O problema deles está no fator mudança. Mas já que a mudança é certa, quando ela acontece este profissional que aprendeu a fazer as coisas, mas não sabe o porquê, geralmente perde o norte e não mais o encontra.

- Os competentes

Estes provavelmente possuem os conhecimentos (ou estão buscando), os comportamentos adequados (ou estão se esforçando) e as habilidades para a função. Produzem e geram os resultados desejados pelas organizações. São eles que conseguem, de fato, manter a organização e são os responsáveis por garantir que as estratégias da organização sejam implementadas e a rentabilidade apareça, de forma duradoura. Entre os competentes, há um grupo muito especial que podemos chamar de talentosos, pois, além de possuírem os conhecimentos, comportamentos e habilidades adequados, trabalham com maestria e prazer, estando em perfeita sintonia com a vida e sua empresa.

O papel da Educação Comportamental

A pergunta que fica é: o que fazer para eliminar ou diminuir ao máximo a existência dos caóticos, teóricos, enrolões e habilidosos e aumentarmos o número de colaboradores competentes e talentosos nas empresas?

"Se formos analisar o sistema de ensino e nos perguntarmos qual é a proposta das escolas e universidades, é provável que não só o discurso, mas principalmente a prática seja: 'Estamos aqui para repassar conhecimentos'. O que significa dizer 'estamos fazendo a educação tradicional'. Este deve ser o papel real destas instituições?", questiona Jorge Matos, presidente da ETALENT (https://etalent.com.br), empresa especializada na Gestão do Comportamento.

Como consequência deste cenário, Matos ressalta que chegou a hora de mudar. E o comportamento surge como importante agente dessa transformação, pois pode ajudar uma pessoa a se preparar melhor para a vida, de forma plena, realizadora, sustentável e socialmente justa.

"As escolas e as universidades, além de fortalecer o eixo cognitivo, devem criar um segundo eixo no aprendizado - o comportamental. Para que isso aconteça, é preciso entender e abordar o ser humano em cada um dos seus aspectos, preparando-o de forma integrada para a vida profissional", explica Matos.

A força do talento

Na prática, o talento é o chassi que define a individualidade. A capacitação é o motor que aciona o conhecimento. A engrenagem (caixa de marcha, direção, freio) é a competência emocional que regula o comportamento de acordo com a necessidade. O designer do carro é o comportamento observável, aquilo que as pessoas podem ver e pelo qual são julgadas.

Cuidar de um desses elementos, sem cuidar dos outros, é correr o risco de botar o carro na estrada e não ter domínio sobre ele ou de ter um carro ultrapassado que o mercado não compra mais.

"A maioria das pessoas não têm clareza do seu talento nem de como seu comportamento está sendo visto pelos outros. Dessa forma, frequentemente não conseguem potencializá-lo ou pior, trabalha em áreas inversas à sua competência comportamental. O resultado é a pessoa certa no lugar errado", afirma Jorge Matos.

Para o especialista, o mercado precisa de pessoas que saibam e façam com prazer e não de pessoas que somente saibam ou fazem de qualquer jeito. Há um longo caminho entre o saber e o fazer com sabedoria.

"As empresas e a sociedade estão dispostas a pagar pelo que as pessoas fazem e não simplesmente pelo que elas sabem. Por isso, a educação do comportamento é o caminho certo para que mais profissionais possam ser bem-sucedidos em suas vidas", orienta Jorge Matos.

Website: https://etalent.com.br

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