Em um cenário de expectativa de retomada do crescimento econômico do país após as eleições, o mercado de fundos imobiliários deve apresentar bons resultados. Apesar do IFIX (Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários) ter demonstrado uma queda de janeiro a junho, o apetite de investidores tanto nacionais quanto internacionais tem se mostrado sólido.

Segundo sócio-fundador da gestora Vision Brazil Investments Fabio Greco, fundos imobiliários costumam ter carteiras de clientes voltadas ao longo prazo, o que contribui para investimentos menos voláteis que a Bolsa de Valores. Por isso, esse modelo de investimento é uma alternativa para capitalizar empresas em setores muito afetados pela crise econômica e funciona como modo de escapar da recuperação judicial.

O modelo ainda se apresenta como fundos de “turnaround” – que buscam o estabelecimento da saúde financeira de empresas com bom potencial, mas afetadas por restrições de curto prazo em função de crises (internas ou externas).

“Após a crise econômica que atingiu o país nos últimos anos e com a insegurança do cenário nacional, investidores especializados em mercado imobiliário estão flertando com os setores com tendência de recuperação mais rápida na saída da crise”, ressalta.

O setor também tem atraído investidores internacionais, especialmente porque as aplicações feitas por eles em cotas de fundos de investimentos imobiliários negociadas em bolsas de valores possuem benefícios fiscais, afirma Greco.

O Fundo Imobiliário conta ainda com isenção do Imposto de Renda sobre os rendimentos mensais recebidos – ao contrário do que ocorre quando o investimento é feito em um imóvel que resulta em tributos pelo pagamento do aluguel. Além disso, não é necessário gastar com diversas taxas como reconhecimentos de firma, ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis), taxas de certidões e escritura – que geram gasto de cerca de 5% do valor do imóvel, segundo Greco.

De acordo com Amaury Fonseca Junior, sócio-fundador da Vision, as transações têm como atrativo ainda a transparência, já que as negociações das cotas são realizadas normalmente no ambiente da Bolsa de Valores.

Fonseca também aponta para o baixo risco de inadimplência, já que há a possibilidade de comprar cotas de vários fundos, inclusive dos que atuam em segmentos diferentes, como hotéis, shoppings e imóveis residenciais ou comerciais. “Com esta diversificação, o risco de inadimplência ou vacância também pode diminuir consideravelmente.”

O investimento em empreendimentos imobiliários pode ser feito por qualquer pessoa, por meio de cotas, de acordo com a disponibilidade financeira, e o investidor não precisa se preocupar com a parte burocrática da administração dos imóveis. “Nesse caso, o Fundo de Investimento Imobiliário é quem se responsabiliza por essas questões, como a manutenção, a cobrança e a renovação de contratos e recolhimento de impostos”, conclui.

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