A Síndrome do Pânico, ou Transtorno de Pânico, é o resultado de um desequilíbrio em áreas do cérebro responsáveis por reações automáticas de sobrevivência, e tem como característica uma sensação de medo intenso, um pavor incapacitante, acompanhado de sintomas corporais bastante incômodos.

Existem várias teorias de como a Síndrome do Pânico é formada, sendo uma bem prática e operacional a que diz ser o transtorno decorrente de uma mudança no sistema de alarme a perigos do cérebro, no sensor de situações ameaçadoras.

O cérebro possui uma área específica para detectar e reagir a perigos, e o que se descobriu é que no transtorno de Pânico essa região desregula e emite sinais falsos de perigo, ela é acionada por motivos errados ou sem motivo algum, e gera uma informação equivocada de que há um grande perigo acontecendo.

Essa parte do cérebro surgiu durante a evolução humana para atender às necessidades básicas de sobrevivência, e exigia poucas funções essenciais. Por exemplo, colocar o corpo em movimento para ir em busca de alimento, e também disparar um alarme de emergência diante de perigos no ambiente, como fugir de outros animais para não virar comida.

O principal sintoma da Síndrome do Pânico é o medo intenso, um pavor enorme, paralisante, como se a morte fosse acontecer a qualquer momento.

Uma característica que distingue esse problema de outros transtornos é que esses sintomas são recorrentes, a crise acontece de tempos em tempos, ela não acontece uma única vez ou esporadicamente.

Outra característica é que essa paúra, esse pavor, aparece em situações específicas em mais ou menos metade das vezes, e na outra metade aparece 'do nada', a pessoa está muito bem, ou está simplesmente dormindo, e começa a ter essa reação.

As situações específicas que desencadeiam a crise de pânico são muitas vezes relacionadas a situações em que a pessoa está de algum modo encurralada, sem um lugar fácil para sair, como, por exemplo, estar no trânsito, dentro de um metrô, teatro, cinema ou dentro de um avião, principalmente quando as portas se fecham, que a pessoa não percebe um lugar fácil para sair.

Outras vezes basta estar fora de casa, o simples fato de sentir que vai ter dificuldade em receber ajuda, se precisar, já pode ser um bom motivo para desencadear uma crise.

Esse alarme pode sair fora de seu funcionamento normal por excesso de estímulos, por exemplo, se a pessoa teve esse alarme acionado diversas vezes na infância, seja por excesso por situações traumáticas ou estressantes, e muitas vezes por situações em que a pessoa não tinha controle.

A Síndrome do Pânico afeta aproximadamente entre 2 a 4 % da população mundial. Ela tem um pico entre os 20 e 24 anos idade, sendo que normalmente acomete pessoas sempre acima dos 14 anos, sendo bastante rara na terceira idade.

Cada crise de pânico atinge seu máximo rapidamente, digamos em 2 ou 3 minutos, e dura entre 10 e 30 minutos, a maioria das crises dura, no máximo, entre 15 e 20 minutos, não mais que isso.

Mais ou menos 4 em cada 10 pessoas que sofrem do problema podem ter essa crise durante o sono, o que também é muito assustador.

Ela também tem um potencial de ser acompanhada de outros transtornos psiquiátricos, como a depressão, a ansiedade generalizada, as fobias e até mesmo com dependência química, já que pode ocorrer um aumento do consumo de álcool para tentar aliviar os sintomas.

Esse transtorno psiquiátrico compromete de maneira bastante séria a vida social, a vida profissional e de relacionamentos afetivos e levando, com frequência ao que chamamos de desabilitação, com perda importante da qualidade de vida, autonomia e capacidade de traçar seu próprio caminho.

Sem tratamento adequado dificilmente a Síndrome do Pânico evolui de maneira satisfatória, há poucas expectativas de cura espontânea.

Por outro lado, e felizmente, esse transtorno tem tratamento e várias abordagens psiquiátricas são bastante eficazes. ///Dino


COMPARATIVO. Uma característica que distingue a Síndrome do Pânico de outros transtornos é que esses sintomas são recorrentes. — DIVULGAÇÃO

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