Medo paralisante, falta de ar, coração acelerado. Assim é caracterizada uma crise de ansiedade. Um diagnóstico que cresce sucessivamente, funcionando como um alarme de carro, que por qualquer razão, pode disparar.

De acordo com a psicóloga Tais Kemp poucas pessoas entendem a crise de ansiedade. "Geralmente elas começam a passar mal, não sabem o que está acontecendo, acham que é problema cardíaco, porque são sintomas físicos", explica.

Em muitos casos, os hábitos são dormir pouco, falta de exercícios físicos, excesso de consumo de substâncias estimulantes, como cafeína e até mesmos remédios para emagrecer.

Para a coordenadora de telemarketing, Juliana Miranda, 28, tudo começou há quatro anos, quando muitos problemas surgiram de uma vez para serem resolvidos. "Foi uma época bem difícil para mim. Saí de um relacionamento, fazia autoescola e ficava nervosa nas aulas. Ao mesmo tempo, entrei como auxiliar em uma empresa e a responsabilidade era muito grande. O coração acelerava e começava a passar mal", descreve.

Juliana ainda ressalta que conforme passava o tempo só piorava. "Às vezes parecia que eu não sentia mais o chão, cheguei até a engordar. Negava-me a procurar ajuda e tomar remédio controlado, mas cheguei em um estado que não agüentava mais, então pedi ajuda", conta.

Tais afirma que em muitos casos, os transtornos de ansiedade trazem problemas na vida pessoal e profissional. "Os sentimentos não são relacionados só pensamentos ruins. Transtornos de ansiedade podem gerar um grande desgaste físico, emocional e mental . A pessoa se sente cansada e isso interfere em sua vida", explica.

Pessoas com rotinas agitadas são as que mais sofrem, segundo a psicóloga. "A ansiedade pode afetar as pessoas em qualquer idade, mas aqueles que têm uma vida corrida são os mais afetados. Jovens que estão na época de vestibular ou algo relacionado ao trabalho que causam estresse, e quando se dão conta, desencadearam uma crise", afirma.

Tais explica que é preciso procurar ajuda quando o problema interfere nas atividades do cotidiano. Em muitos caos, o que pode ajudar o paciente com os transtornos é a psicoterapia. "Geralmente é o mais indicado para tratamento de crises de ansiedade, pois visa alcançar as mudanças que aumentem o bem-estar psicológico. Entrar com remédio de cara pode ser um exagero ao primeiro momento, somente se não tiver escolha, mas a psicoterapia em muitos casos é o ideal", aconselha.

Tais afirma que a crise pode ser amenizada por meio de distrações. "É preciso respirar fundo e tentar se distrair . Um método bom para superar uma crise é olhar para o teto, para as paredes, descrever a cor, olhar o chão, se concentrar em outras coisas", explica.

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