O estudo proposto pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups) foi divulgado na semana passada e apresenta dados importantes sobre o ecossistema de startups de Maringá. O documento foi estruturado mediante a colaboração de várias lideranças locais das comunidades de startups e nasceu para dar mais visibilidade e conexão para as comunidades de startups de todo país.

Para gerar a análise sobre o ecossistema de Maringá, a ABStartups apontou seis principais pilares fundamentais: cultura, densidade e diversidade, capital, ambiente regulatório, talentos e acesso à mercado.

Cada pilar ressaltou empresas e entidades que geram maior atuação do mercado de Tecnologia da Informação e Empreendedorismo, com base em sua contribuição para os participantes em fase inicial e até mesmo aqueles que já atuam há anos na cidade. Além disso, o estudo aponta a quantidade de eventos, cases de sucesso, espaço para coworking, apoio jurídico especializado, estruturas para formação e, e até mesmo, o ambiente regulatório, que facilita a abertura e fechamento de empresas, leis de redução de impostos e outras iniciativas para financiamento, apoio a inovação e ações de pesquisa e desenvolvimento.

Panorama

De acordo com o estudo, Maringá é berço de 30 startups, com destaque nas áreas de agronegócio, e-commerce e segurança. A maior parte está em fase de tração e possui um ano de idade. 52,94% delas têm como público-alvo negócios (B2B - negócio a negócio) e 35,29% consumidores final (B2C - negócio a consumidores).

Para Marcos Aurélio Gonçalves, vice-presidente do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maringá, o mercado atual de startups de Maringá é a centelha do desenvolvimento econômico e inovador. "Temos que acelerar o crescimento do país, encurtar caminhos, ganhar tempo e ter sinergia de esforços para construir as conexões que serão os pilares da escalabilidade dos negócios. As startups organizadas pelas suas comunidades são uma alternativa viável para mostrar que o Brasil tem condições de ser um dos países top 10 em criatividade, e o começo será acreditar".

Segundo Nickolas Kretzmann, coordenador regional do Programa de Startups no Sebrae Paraná, Maringá está há 10 anos alimentando o ecossistema de inovação e empreendedorismo e a intenção é que daqui a dois anos o mercado seja ainda mais atuante e maduro. "A cidade tem se tornado promissora pela capacidade de unir diversas entidades em busca de um propósito: fazer com que Maringá seja uma cidade do futuro. Aqui já é possível encontrar um mercado praticamente completo, com atores de diversas esferas que podem ajudar no fomento das atuais e novas startups".

O coordenador também explica que o objetivo, a longo prazo, é ter atores prontos para suprir negócios mais segmentados. "Nos últimos anos trabalhamos para conscientizar o mercado, então agora já é possível avançar com foco em outras ações. Maringá tem muito para crescer, muito para mostrar ainda", diz.

TRABALHO INTEGRADO DAS STARTUPS EM MARINGÁ
Para as startups atuantes no mercado de Maringá, a cidade tem como ponto positivo o trabalho integrado, onde diversos atores buscam promover diálogos e soluções para o crescimento do setor. "As pessoas estão dispostas a trabalhar em conjunto para que o ecossistema de inovação seja mais forte e consistente. Mas, para isso, ele precisa ser organizado. O Mapeamento está sendo muito importante para potencializar o entendimento sobre o mercado da cidade e, com isso, realizarmos conexões mais adequadas", defende Regina Acutu, empresária do setor de TI.

Regina afirma que o mapeamento também está sendo significativo perante a criação do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (CMCTI), em abril.

Modelos
Um exemplo promissor do ecossistema de Maringá é a startup Iveris/Verifact, que oferece serviço para registro e preservação de provas digitais no WhatsApp, Facebook, Twitter ou qualquer outro site.

Os desenvolvedores explicam que o objetivo é automatizar o processo de captura e preservação de provas que coloca a capacidade de um perito técnico nas mãos de uma pessoa leiga. "Isso permite o registro de uma prova detalhada e periciável a qualquer hora, sem depender de tabeliães ou da assistência de outras pessoas, antes que o autor do ilícito apague as informações e possa ficar impune". Eles salientam que criaram uma metodologia para a captura, que envolve o uso de um ambiente controlado (que evita a contaminação da prova ou fraudes no conteúdo), técnicas para manter e verificar a integridade do conteúdo após a captura, certificação com chaves públicas, um conjunto de metadados técnicos e outros recursos.

Até o momento, a Iveris/Verifact já foi validada como ferramenta por advogados da área digital, peritos judiciais, agentes e peritos da Policia Federal do Paraná, juízes do Paraná e São Paulo. "Em todos os casos obtivemos validações positivas", afirmam. Mais informações sobre o estudo no site da ABStartups - www.abstartups.com.br/
comunidades-de-startups).

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