Assim como a moderníssima chamada Indústria 4.0 é tida como a quarta revolução industrial ainda por vir, caracterizada pela comunicação cada vez mais direta entre máquinas e equipamentos digitais, a Agricultura 4.0 também se caracterizará pelo grande suporte da onda de digitalização que o Mundo está vivendo, e promete ampliar a participação agro no Produto Interno Bruto nacional, que hoje já representa quase um quarto do PIB – cerca de US$ 450 bilhões.

A Agricultura 4.0 facilita a visão e execução de "Lavouras Inteligentes", onde os sistemas ciberfísicos monitoram os processos, escaneiam e criam uma cópia virtual do mundo físico e tomam decisões descentralizadas. Assim, com a internet das coisas (comunicação e troca de dados entre equipamentos), os sistemas ciberfísicos comunicam e cooperam entre si e com os humanos em tempo real, os quais acessam as informações e são impelidos a tomarem decisões e ações sobre os diagnósticos da lavoura.

Nesse contexto de "Lavouras Inteligentes", cresce em importância a utilização de imagens térmicas - ou termais - capazes de se comunicar com equipamentos em terra e com o homem do campo, oferecendo diagnósticos precisos sobre a sanidade de cada planta de uma lavoura, preservando a sua produtividade e, por consequência, ampliando a lucratividade do agronegócio.

Por ser um mundo ainda novo em termos de Agricultura 4.0, não existem dados precisos sobre o crescimento desse tipo de tecnologia no campo, mas estima-se que esse mercado mundial movimentará US$ 116 bilhões até 2020 no mundo. E o uso das imagens térmicas também cresce rumo à Agricultura 4.0 no Brasil.

No agronegócio

Talvez a ferramenta mais exponencial dessa nova Agricultura 4.0, a utilização cada vez mais difundida de imagens térmicas proporciona a perfeita conexão de máquinas, tecnologia, pessoas e inteligência para executar operações agrícolas de forma eficiente.

Essa nova Agricultura 4.0 possibilita ao agricultor melhorar a rentabilidade da lavoura de forma sustentável, pois lhe permite aplicar o elemento correto, no lugar correto, na medida correta, na forma correta e, principalmente, no tempo correto.

As imagens térmicas oferecem ao produtor acesso a uma visão macro de toda a lavoura e, ao mesmo tempo, informações micro sobre a sanidade de cada planta especificamente, diagnosticando, em tempo hábil, tanto as áreas que apresentam menor produtividade devido a problemas como pragas, doenças ou déficit hídrico, quanto as regiões onde a produtividade é superior.

Assim, o produtor fica "na cara do gol" para proporcionar a cada planta o tratamento customizado e adequado, capaz de extrair dela o máximo de sua produtividade. ///Dino

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