Ao longo de 2018, o Brasil se consolidou com um perfil duplo: o país é, ao mesmo tempo, origem e alvo de ataques digitais.

"Em outubro deste ano, o Brasil foi o terceiro país de onde mais ataques foram originados - nesse período, cerca de 500 mil ataques partiram do Brasil para outros locais do mundo", diz Vladimir Alem, líder de Marketing da SonicWall para América Latina. Analisando o outro lado da moeda, o Brasil também se destaca. "Em outubro, 7.24 milhões de dispositivos de usuários brasileiros ficaram sob ataque cerrado; a maior parte desse fluxo era formado de tentativas de intrusão". É importante destacar que o primeiro turno das eleições presidenciais deste ano aconteceu em outubro.

Em segundo lugar vem a Colômbia, com 4.68 milhões de dispositivos sendo atacados e, em seguida, o México, com 3.74 milhões de dispositivos sendo acessados por criminosos digitais.

Quadro

O protagonismo negativo do Brasil no mapa de ataques digitais não termina aí. Segundo o SonicWall Security Center, entre 2017 e 2018 houve um crescimento de 239% no volume de ataques contra o Brasil. Nesse mesmo período, o México também sofreu um aumento de ataques: 215%.

O quadro é tal que até mesmo uma tecnologia que surgiu para proteger as empresas - a criptografia de dados a serem trafegados em rede - passou a facilitar a vida dos criminososs. "Hoje, o tráfego criptografado esconde diferentes ameaças - o SonicWall Security Center indica que, em 2018, 75% das conexões de Internet foram criptografas nos padrões SSL/TLS e que 6% do total de código maliciosos identificados neste período usaram desse tráfego criptografado para se camuflar. Este número representa um crescimento de quase 100% em comparação a 2017".

Numa economia global em pleno processo de transformação digital, a luta contra as vulnerabilidades tem várias frentes.

"Desde o que parecia seguro - o tráfego criptografado - até o tráfego não criptografado, passando por todos os tipos de rede (wired, wireless, mobile, cloud, intranet), e todos os tipos de dispositivos de acesso, todos são alvos de ataques por parte dos criminosos digitais", destaca Alem. Infelizmente, os veículos de transmissão destes ataques também são os mais diversos: e-mail, browsers, Apps em celulares, arquivos de todos os formatos. "Nenhuma empresa ou individuo hoje está 100% protegido", resume Alem.

Para o líder de Marketing da SonicWall América Latina, este é o principal indicador da necessidade de que aconteça uma real mudança de postura sobre segurança - algo que começa na TI mas que deveria se espalhar por todos os níveis da corporação usuária. "Trata-se de promover a educação contínua em direção à segurança digital", diz Alem. ///Dino

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