Aos poucos a Volkswagen vem ampliando as gamas dos compactos Polo e Virtus. Seguindo o exemplo do hatch, o sedã acaba de ganhar uma versão intermediária com câmbio automático e motor 1 6 MSI. O preço sugerido é de R$ 66.525, antes da adição de opcionais.

A proposta é enxuta e focada na praticidade. De série, há ar-condicionado, direção assistida, vidros e travas elétricos e air bags laterais. O sistema de som é simples, com rádio e conexões USB e Bluetooth, e as rodas são de aço, cobertas com calotas plásticas.

Por mais R$ 1.352, o comprador leva controles de estabilidade e tração, além de assistente de partida em rampas.

Um segundo pacote, oferecido por R$ 3.355, equipa o modelo com rodas de liga leve de 15 polegadas, espelhos externos com ajustes elétricos, sensor de obstáculos na traseira e central multimídia com tela sensível ao toque e Android Auto e CarPlay, da Apple.

É verdade que o Virtus fica mais interessante com esses dois pacotes. Porém, nesse caso a tabela do modelo sobe para R$ 71 232, valor muito próximo dos R$ 74.690 da versão Comfortline - que traz motor 1.0 turbo de 128 cv e todos os itens que são extras no MSI.

Assim como o Polo, o Virtus 1.6 MSI com câmbio automático dificilmente vai ganhar prêmios por emoção ao volante. No entanto, o conjunto do sedã é muito bem acertado.

O motor 1.6 (até 117 cv) entrega força gradualmente. Embora o torque máximo apareça apenas a 4 mil rpm, o quatro-cilindros garante acelerações e retomadas competentes. O câmbio tem relações longas, o que privilegia o consumo, mas não hesita em reduzir marchas para dar mais agilidade ao sedã.

A maior virtude do Virtus é o espaço interno. O entre-eixos de 2,65 metros é bom para acomodar os passageiros do banco traseiro. O senão é o acabamento muito espartano, com plásticos duros em excesso, sensação que o tom cinza claro dos revestimentos ajuda a piorar.

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